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Depressão, ansiedade, pânico, bipolar, esquizóide, o que eu tenho?

Para quem não conhece ou não está familiarizado, depressão, ansiedade, ataques de pânicos, transtorno bipolar, transtorno de personalidade esquizoide são ditos como “transtornos” e estão catalogados em suas versões do DSM (manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais) e CID (classificação internacional de doenças), o primeiro é a “bíblia” da psiquiatria, nestes você encontra tudo quanto é desordem.



A pergunta que fiz, pretendo responder da forma mais simples para qualquer um identificar seus “transtornos”.

A resposta é uma só, é NÃO, não há transtornos, não nesses moldes, o que esses sistemas de classificação fizeram foi apenas catalogar comportamentos, agrupar sintomas e sinais de sintomas e dar nomes, simples!

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Pode parecer estranho à primeira vista, mas essas DOENÇAS que afligem nossa sociedade é uma construção social, ou seja, o nosso grupo social tem regras, valores e verdades, a sociedade cria seus males e dá sentido a ela.

Nada disso é natural, é uma complexa construção histórica e social e por isso deve-se ter um olhar crítico dessas “verdades”. Não significa que elas não existem, elas existem, há um sujeito em sofrimento, há um adoecimento, sim há! Então o que eu tenho?

Esses “transtornos” ou “doenças mentais” são construções da existência, e como existência, é preciso ser vista em toda a dimensão humana (a saber, o bio – psico – social). Quando digo que sou BIPOLAR, tenho DEPRESSÃO, sou ESQUIZOFRÊNICO, acabo colocando um RÓTULO em mim mesmo, evidenciando a doença, ou seja, a doença passa a ser mais do que minha existência. a doença é apenas uma parte de mim e essa parte quando me rotulo passa ser EU, vira minha IDENTIDADE, colocando toda a completude do ser de lado, quando isso acontece, a possibilidade de mudança encerra. O rótulo limita, separa as pessoas, as isola e deixa rígida.


Nada pode nos definir, pois só existindo é que vamos nos definir. Embora haja sofrimento psíquico, haja um desequilíbrio, um comportamento mal ajustado, estes, não podem nos definir e nos limitar.

Todo tipo de transtornos psiquiátricos ou desordem mental, devem ser vistas em uma completude bio-psico-social e não se limitar a rótulos, são doenças construídas, não são naturais, as pessoas que se encontram em sofrimento não devem jamais buscar em um RÓTULO, a resposta para a sua dor.

Confie na vida e entregue ao universo tudo aquilo que está fora do seu controle…

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