A distância entre razão e emoção…

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Todos nós estamos em constante evolução e nosso aprendizado é infinito.



Um indício desta afirmação é facilmente percebido quando observamos a diferença que existe entre nossas teorias, nossas filosofias de vida e aquilo que, de fato, praticamos.

Seria maravilhoso se fôssemos capazes de aplicar à realidade, tudo aquilo de que temos consciência de ser o justo a ser feito.

No entanto, uma coisa é ter entendimento do que é reto, do que é correto e outra, totalmente diferente, é conseguirmos aplicar todas essas teorias nos nossos atos, feitos e condutas.

Vamos tomar, por exemplo, uma coisa muito básica: a grande maioria dos seres humanos deseja estar no peso ideal. Quem não quer ser esbelto, tanto pela estética, quanto pela saúde?


Teoricamente, sabemos exatamente o que deve ser feito para que esse objetivo seja atingido. Alimentação balanceada, evitar excessos, não ingerir alimentos calóricos e praticar exercícios físicos, algumas vezes por semana. Mas, se fosse fácil assim, haveria pouquíssimas pessoas acima do peso, obesas então, seria quase inexistente. Mas, a questão é a distância que existe entre o saber e o fazer, entre a teoria e a prática.

E este exemplo vale para todas as outras coisas da vida. Normalmente sabemos qual a maneira certa de agir, que atitude tomar, que comportamento praticar, isso nas mais variadas situações de nossas vidas. Porém, para passar da teoria à prática, existe um longo caminho a percorrer dentro de si mesmo. E este caminho não é reto, têm atalhos, percalços e muita superação a ser conquistada.

São tantas as vivências que fazem destoar teoria e prática, sendo que inúmeras vezes teremos de lidar com sentimentos que gostaríamos de evitar; às vezes nos vemos às voltas com sentimentos menos nobres detectados pela nossa consciência e senso de certo e errado, mas não estamos prontos para praticar o certo, pois ainda estamos aprendendo.


Ficamos com raiva, indignados, revoltados, temos vontade de revidar, de “dar uma resposta à altura”, ficamos com ego ferido e muitas outras coisas, mesmo sabendo que deveríamos serenar, perdoar, relevar, afastar, etc.

Porém, como humanos que somos, não podemos, nem devemos exigir a perfeição, seja a nossa ou a do outro.

É necessário aceitar que as emoções “menos nobres” são como quaisquer outras, das quais necessitamos para nosso aprendizado e não adianta sermos hipócritas tentando nos eximir de experimentar tais sentimentos, pois, mais dia, menos dia, estaremos às voltas com eles.

Se fôssemos capazes de abrigar em nós apenas sentimentos positivos e elevados, não estaríamos neste plano e sim ao lado dos “anjos”.

Sem dúvida, nossa missão neste mundo é buscar incessantemente diminuir a distância entre o que dizemos do que fazemos.

Diminuir gradativamente a distância entre a teoria e a prática, no que diz respeito a nossos valores.

Mas, que muitas vezes agimos diferente do pensamos é fato incontestável E admitir essa questão é um primeiro passo para ajustarmos o pensar, o dizer e o fazer.

Assim, sigamos para estar cada dia mais perto de ser aquilo no qual acreditamos, corrigindo pensamentos e comportamentos.

Todavia, não esperemos que a teoria e a prática estejam algum dia perfeitamente alinhadas, pois isso, neste mundo de humanos, será sempre uma utopia, pois a teoria está para a razão, assim como a prática está para a emoção.

Paz e bem!

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Direitos autorais da imagem de capa: deagreez / 123RF Imagens

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