Dois que viraram um. Um que virou dois. A matemática é exata, mas a vida não!

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Leia ouvindo: The Lumineers – Nobody Knows



Antes casal, hoje sozinhos. Cada um para o seu lado, na sua festa, sua fuga, com os amigos.

Um passo de distância nos separa, e até hoje eu me pergunto: o que foi que aconteceu com a gente? Onde erramos? Onde foram parar os nossos sonhos? As mãos dadas? O beijo de boa noite?

Nos perdemos tanto que nos encontramos a um passo de distância um do outro. A gente não se fala, a gente se olha. Um olhar de abismo, de desencontro. Não encontro mais o namorado doce daquela época, você se tornou mais um homem entre tantos. Por que você fez isso com você?


DOIS QUE VIRARAM UM - FOTO 01

Eu mudei bastante, tomei muita pancada da vida, até gostei de outro alguém, mas o caminho não era aquele. Não sei ao certo qual o caminho seguir, eu só sei que toda vez que me perco e me acho, estou a um passo de distância de você. A situação é a mesma sempre, a gente para, se olha, e cada um segue seu caminho. Como desconhecidos com sentimentos banais.

Não era para ser assim.


Como pode perceber, ainda não me recuperei de “nós” e nem sei se um dia isso vai acontecer. Não quando a pessoa que está sempre a um passo de distância é a sua maior referência afetiva. Talvez a única pessoa que realmente entrou nesse meu mundo meio doído e tão dolorido.

Dois que viraram um. Um que virou dois. A matemática é exata, mas a vida não.

DOIS QUE VIRARAM UM - FOTO DE CAPA E FOTO 02

Não me acostumei com a sua ausência e não me sinto bem com a sua presença. Não guardei as lembranças numa caixa dentro do meu no porão emocional. A caixa continua num canto da sala, fazendo parte da rotina. Continuo tomando porres na esperança que a amnésia da vodka faça efeito para esquecer um “nós” que não existe mais. Já transformei meu travesseiro em um mar de lágrimas que na manhã seguinte, eu colocava para evaporar no sol.

Você ainda faz parte de tudo isso aqui, meus pais ainda perguntam de você e os amigos mais próximos sabem que tudo não passou.

A conta da saudade, quem é que paga? Acho de bom tom dividir. Talvez, eu também seja presente por aí. Em sonhos ou na realidade, aquela que acontece sempre antes de dormir.

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