É tudo uma questão de dar e receber. Não tenho paciência para dar e não receber nada em troca

Eu e você seremos gigantes

Não tenho paciência para algumas coisas. Sinto-me sufocada quando dizem que mulher não gosta de homem que se estrega. Sinto-me sufocada quando dizem que homem não gosta de mulher independente. Bobagem!

Nem mulher, nem homem gostam é de gostar de alguém que não retribui. Não retribui afeto, não retribui beijo e carinho. Não retribui mensagem, nem foto, nem nada. Não retribui  um “eu te amo” ou não consegue se entregar quando o outro se entrega de corpo e alma.

É tudo uma questão de dar e receber. Não tenho paciência para dar e não receber nada em troca. Se eu digo eu te amo, eu quero ouvir também. Se eu envio uma mensagem de manhãzinha desejando um bom dia, desejo de volta, a mesma coisa. Senão, Luisa, não enviaria mensagem nem dizia que te amava.

Amor, Pedro, é reciprocidade. Não tem gênero, nem classe social.  Não tem distância, nem complicação que não possa ser ultrapassada, Maria.Nós nos acostumamos a jogar um jogo que nos afasta, e nos deixa sozinhos quando mais precisamos de apoio e de atenção.

Nós nos acostumamos a deixar que oportunidades passem na tentativa de evitar as perdas. Mas não se pode perder o que não se tem, Ricardo.

Porte-se bem e terá a recompensa. Qual é mesmo a recompensa, Joana? Não estou a ver, porque a cada dia que passa, mais sozinho me sinto quando vai embora com medo de se entregar.

Não suporto que escondam suas intimidades. Que me afaste e me empurre para fora quando começamos a nos conhecer sem maquiagem, sem ter tomado banho ou ter tomado um café antes.

Será que ao nos conhecer, por sabermos demais um do outro, nós nos tornamos frágeis Júlia e isso a perturba? Por quê?

Quando começam os problemas é mais fácil encerrar a relação do que assumir aquele frio que percorre a espinha quando as coisas começam a tomar corpo e o medo vem como recurso de proteção que nos afasta? Vamos assumir os medos e juntos superá-los, Carlos?

Por favor, não vá ainda e vamos conversar. Estou aqui porque eu te amo, Betinho.

Eu fingi ser diferente? Não avisei desde sempre do que eu gostava e do que eu não gostava? Tem coisas que devem ser compartilhadas e qualquer testemunha a mais é é prova do nosso amor, Bia.

Não está fácil para ninguém. Como é que entra na minha família e se torna necessário, cativa meus filhos e está presente em todos os jantares, apoia-me e enfrenta todos os desafios diários e de repente, cai na incerteza e tudo o que era cala-se e agora joga todos os risos e os sorrisos fora agarrando-se às sombras e vai embora? Não pode ser, João, que agora tudo tenha mudado assim. Não pode ser!

Onde foram os abraços, os beijos e as risadas gostosas dela, o carinho e os projetos de antes? Foi tudo sonho? Imaginação?

Não era amor e só depois de tantos anos é que me conta isso, assim, como alguém que informa que vai chover amanhã, Ana?

Eu e você vamos ser gigantes se assim permitirmos. Por hora, onde foi que esconderam o amor?

Varreram para debaixo do tapete todas as nossas horas felizes e postaram as fotos dos nossos momentos difíceis, sem colocar na legenda que só o amor e a cumplicidade é que nos mantiveram de pé e firmes.

Pois é! O amor anda mesmo escondido ultimamente. Com medo, fica embaixo da cama e deixa todo mundo assim, meio perdido. Meio sozinho, meio confuso, meio cheio de saudade de ser feliz outra vez.

Quem foi que fez isso com o amor? Foram tantas mentiras e desencontros que estamos mesmo sem chão. Procura-se os responsáveis.


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