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Em caso de pesadelo, acorde!

Em caso de perceber-se em meio ao sofrimento generalizado, ao turbilhão de cobranças, de desesperanças, de desafetos e desilusões; certifique-se se você não está dentro de um pesadelo, e neste caso: acorde! Em caso de sufocamento, de sensação de queda, de nó na garganta, de tristeza, grite, pode ser só um pesadelo.



A vida não é vida sem sonho, mas muitos sonhos se transformam em pesadelos quando passamos a descuidar do script e a fabricar tragédias; talvez para ter pena de nós mesmos ou porque fomos picados pelo mais recente vírus descoberto pela “pseudo-comunidade científica dos estudos sobre comportamento humano”: a vitimização. Todos agora querem ser as vítimas e acusam-se uns aos outros  de vitimizarem-se.

Somos não só personagens, mas também escritores do livro da nossa vida. Então, somos também autores dos capítulos que terminam mal, dos alvoroços que criamos em meio ao trânsito lotado, às filas imensas, ao bate estaca das vozes altas e à disputa por qualquer metro quadrado de espaço ou de visibilidade.

pesadelo

Somos autores dos finais felizes e dos destinos trágicos que levaram os nossos amores, as nossas amizades, os nossos empregos, a nossa família.


Somos responsáveis pelo copo que deixamos cair na cozinha, pela multa que tomamos quando aceleramos diante da luz amarela e pela camada de tecido adiposo que está no nosso abdome.

Os capítulos bons são nossos sonhos realizados e os capítulos ruins cismam de nos perseguir sem nos darmos conta que são só pesadelos – e que basta acordar.


Basta fechar o livro e só voltar quando tiver algo de bom a escrever.

Basta acordar, abrir os olhos, sair de cena, se levantar da cama, do sofá ou da cadeira.

Basta ir tomar um copo de água, lavar o rosto, trocar as roupas e os sapatos.

Basta pegar o controle remoto, mudar o canal da TV, mudar a música, desligar o rádio, acender as luzes.

Basta sentar-se em outro canto, pedir um café e comer um pedaço de bolo.

Basta pegar fotos antigas que nos lembrem dos velhos tempos, dos belos dias.

Basta perfumar a casa, o corpo, os cabelos para que o aroma nos entorpeça.

Basta buscar novas paisagens, novas cores – o azul do céu é uma boa opção.

Basta gritar bem alto e o som da sua voz irá te acordar.

Acorde do que você pensa ser uma verdade dura e imutável e que pode não passar de um pesadelo criado por suas expectativas, seus erros de interpretação, sua mania de querer a medalha do “estou certo”, seus desvios de rota ou sua insistência em não mudar caminhos.

Existem os sonhos e existem os pesadelos.

Existe o certo e o errado.

Acertamos e sonhamos tanto quanto erramos e temos pesadelos.

Sonhos acabam e pesadelos também.

Cuida para que sua mente não crie mais pesadelos do que sonhos, mais tragédias do que sucesso, mais tristeza do que alegria, mais dor do que amor, mais coragem do que medo.

Cuida de não ouvir só o pessimista, só a má notícia, só o terror, a desgraça e o desastre.

Cuida do seu dia, das palavras que saem da sua boca, da comida que entra por ela.

Cuida da qualidade do ar que você respira, da música que invade seus ouvidos e do que mais você deixa entrar por eles.

Cuida de seu pijama, de sua cama, de seu quarto e do seu conforto quando for dormir e sonhar, inclusive quando for sonhar acordado porque acordado se fabricam também os pesadelos que nos perseguem e que pensamos serem reais.

Tudo é fabricado dentro de nós.

Cuida de fabricar sonhos e de acordar dos pesadelos.

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Texto escrito com exclusividade para o site O Amor. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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