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Em um mundo de cópias, atreva-se a ser você mesmo!

Peço desculpa, mas tenho que falar sobre isto. É impressão minha, ou quase toda a gente parece igual? O modo de vida, os hábitos, a aparência, até a personalidade parece a mesma em todas as pessoas!



Falo especialmente nos jovens. Aqui em Portugal, parece haver um culto à normalidade. Sê igual aos outros, ou és ostracizado.

Digo isto por experiência própria. Durante toda a minha adolescência, passei um mau bocado simplesmente porque era diferente. Tinha todos os atributos indesejados: era tímida, falava pouco, vestia-me de maneira diferente, era séria, odiava discotecas e tinha gostos de música e filmes peculiares.

Por isso, os outros não tinham interesse nenhum em estar comigo, mas todo o interesse em saber porque é que era assim. Analisavam-me como uma cobaia de laboratório. Olhavam, falavam, perguntavam. Mas eu podia sentir que não era por simpatia, apenas curiosidade.

Hoje, tenho 20 anos e não tenho problemas em ser assim. Mas posso ver a geração mais nova e notar que parecem, na mesma, todos iguais. Não apenas nas redes sociais, em que publicam fotos o tempo todo para mostrar onde estiveram e como estavam vestidos, mas também quando conheço pessoalmente estes adolescentes.


A maneira de falar, os ideais, os conhecimentos…Tudo. Igual.

Por isso, não quero estar aqui só para criticar e analisar porque são todos iguais e rir-me deles. Isso foi o que fizeram comigo.


Aproveito este meio maravilhoso que é a escrita, para louvar aqueles que, mesmo anonimamente, têm uma personalidade própria.

Quer sejam crianças estranhas, adolescentes tímidos ou adultos inconformados, estou aqui para vos dizer que estão a fazer o que é certo e o que faz mover o Mundo.

Não são aqueles que seguem as regras e padrões da sociedade que causam progresso, mas os que, no mínimo que seja, experimentam ser eles próprios, expressando a sua individualidade.

Porque cada um é um conjunto completamente diferente, um padrão eclético por si só. Cada um vive uma vida completamente diferente do outro, e gosta de várias coisas diferentes dos outros, e não deve sentir necessidade de escondê-lo.

Cada um tem a sua maneira de sentir dor, de passar maus momentos, de discordar com o ódio. Abafar a sua liberdade única de expressão é esconder capacidades nunca antes vistas, porque cada pessoa é diferente, e mesmo que saiba fazer algo que outro alguém saiba, tem a sua maneira própria de fazê-lo.

E não se deixem enganar pela felicidade plastificada. A razão das pessoas quererem ser todas iguais, mesmo que façam aquilo que não lhes faz sentir bem, é a necessidade de amor.

É um vazio existencial que precisa de ser preenchido com algo. E talvez alguns não tenham crescido com esse vazio. Talvez sempre soubemos que a nossa vida tem como propósito fazermos o que nos faz bem, em vez de agradar aos outros.

E muitas pessoas ainda não descobriram isso. Por isso, em vez de as julgarmos, vamos mostrar-lhes: “É tão bom ser eu, sem precisar de ser como tu”.

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Texto escrito com exclusividade para o site O Amor. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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