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Estado civil ou estado ditatorial?

Outro dia o acaso (se é que existe) me levou a conhecer um espécime humano, do gênero masculino, com notória capacidade intelectual e que recentemente havia trocado seu estado civil nas redes sociais para “separado”.



Conforme nosso diálogo ia sendo maturado, nossos egos nos levaram à armadilha das abordagens tradicionais acerca de relacionamentos, quando então o ouvi citar o quanto o convite de amizade por parte de mulheres com estado civil “divorciada” havia se multiplicado na sua rede social recém alterada.

Aquilo soou como o comentário desnecessário, já que feito dentro de um contexto de uma conversa longe ter finalidades estatísticas.  Na verdade, pareceu mais o comentário de um menino, recém recuperado de diabetes, ao se deparar com uma fábrica de doces.

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Refletindo sobre o assunto, pensei que talvez então fosse oportuno a criação de um novo estado civil. Teríamos então: solteiros, separados/divorciados e os desesperados! E aí sim, ficaria muito mais fácil estabelecer algumas conexões, se é que estes clichês realmente se prestam a definir algo sobre as pessoas, que vá além da sua gama de experiências.


E ficaria também claro que essa terceira espécie de estado civil por mim sugerido, “os desesperados”, não seria tão somente um privilégio das mulheres, pois no fundo, qualquer um que se vanglorie de ser alvo de pessoas que assim possam ser enquadradas por suas posturas, encontra-se no mesmo patamar… Só que talvez o desespero seja por “experimentar todos os doces da fábrica”. Sem atentar que alguns são artesanais, outros amargos, outros com excesso de açúcar. Sem atentar que a maior vantagem da liberdade é exatamente poder exercer a sabedoria da escolha.

Não somos doces, somos pessoas. Não somos nosso estado civil. E nossas experiências não nos define, tão somente ajuda a construir a pessoa que somos hoje. Homens e mulheres precisam lembrar-se disso, seja para ter maior seletividade quanto às vitrines em que se expõe, seja para ter maior seletividade quanto a sua ânsia por viver um relacionamento feliz.


Concluo que a melhor definição para o estado civil para os fins que são usualmente interpretados nas redes sociais, é aquele em que a pessoa simplesmente enquadra como “feliz”.   Pois ser solteiro, separado/divorciado, “acomodado”, em relacionamentos sérios ou na companhia de si mesmo (porque “sozinho” nem deveria existir!), não nos define em absolutamente nada.  E para fins de disponibilidade de novos relacionamentos?

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Vamos combinar… definitivamente divorciado (a) e desesperado (a) só se assemelham na fonética.  Que sejamos sábios nesta distinção e felizes na percepção.

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Texto escrito com exclusividade para o site O Amor. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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