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Eu ainda prefiro as coisas mais raras, as que não tem preço. As que cabem no bolso da alma.

Eu ainda prefiro as coisas raras…



Sou a versão do certo e errado, do riso frouxo, do choro incontido.

Sou das manhãs agradecidas, do coração solto e do tempo que me alivia ou perturba meu subconsciente com as coisas que preciso decidir.

Sou efêmera, dona das minhas vontades. Mas na maior parte do tempo tenho um desejo interminável de viver melhor e encontrar minha paz nos vales de luz.


Sou a versão rebelde e levemente ácida, quando sinto que querem me prejudicar a vida. Quando sinto que querem me destemperar coração.

Muita coisa não levo pra casa. Da porta pra fora deixo metade dos meus pesos.

Já senti muita dor, já pedi pra ficar. Já deixei ir.


Hoje o coração não é tão inconstante mas vive na balança.

Talvez falte aquilo que a vida já me deu, me tirou.
Talvez falte trocar a mobília de lugar e repaginar os sonhos.


Talvez eu ainda mate alguns leões, sobreviva a muitas batalhas e ame como se fosse meu último suspiro de vida.

Eu ainda prefiro as coisas mais raras, as que não tem preço. As que cabem no bolso da alma.

Quando eu vou, vou pra sempre. Quando outra alma aquece a minha, sinto que é tempo de ancorar e ficar.


Quando quero fecho a porta, mas destranco alguns medos.

Sou dona dos meus silêncios, do perfume que ainda ficou na lembrança.

Eu me tolero e aceito as várias fases da lua que habitam em mim.


Pra Deus eu me abro como nunca me abri pra ninguém.

Talvez esse seja o segredo de me manter em pé.

Busco força e amparo Naquele que me fortalece. Que alivia meus cansaços sabendo me perdoar.


Criticar é atribuir ao outro um desconforto que existe dentro do próprio ser que critica!

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