Eu procrastino, tu procrastinas, nós procrastinamos…

Procrastinar. Antigamente, talvez se chamasse preguiça, falta de disciplina ou falta de iniciativa.  Segundo estudiosos no assunto, existem dois tipos de procrastinação.

A primeira é aquela que afeta indivíduos que tem um tipo relaxado. Essas pessoas optam por dedicar o tempo às situações de prazer e não às que exigem responsabilidades. A segunda é a procrastinação que causa pressão e ansiedade. O indivíduo perde o controle do seu tempo. Tenta fazer o tipo relaxado e se dá um tempo para fazer logo mais, aumentando cada vez mais o ciclo de tensão, por ver o tempo se esgotando e não controlar as horas para terminar os seus compromissos.

Conheço muitas pessoas, tanto do meio profissional, de diferentes épocas da minha carreira, quanto de ambientes sociais e familiares, que sofrem com o adiamento de tarefas importantes do dia a dia e que podem ter impacto no alcance de objetivos futuros relevantes.

O tipo de procrastinação que mais vejo é o segundo, chamado de tenso-nervoso pelos estudiosos.

A procrastinação tenso-nervosa pode nos contagiar em fases específicas da vida e por inúmeros motivos: quando estamos desmotivados com o que vem pela frente, quando não temos um objetivo claro do que queremos, quando não conseguimos pôr ordem na sequência das várias coisas que precisamos concretizar ou quando ficamos ansiosos, justamente pela falta de ordem e por não saber por onde começar.

Alguns vídeos, livros e artigos sobre o assunto dão algumas ideias sobre o tema, já que é um incômodo recorrente de alguns clientes e algumas descobertas interessantes apareceram.

Aqui vão algumas delas para ajudar a romper o ciclo da procrastinação. Decidi dividi-las em estratégias e táticas por uma questão de ordem mental:

Estratégica:

Tenha um objetivo claro para a sua vida, seja profissional, amorosa, familiar, acadêmica, esportiva, social, etc. Se não sabe por onde começar para mapear o que quer da vida para as áreas que mais lhe interessam no momento, procure exercícios de autoconhecimento. Já será um bom começo.

Táticas:

1. Faça uma lista de todas as atividades que tem pela frente e defina quais terão mais impacto/resultado no objetivo que quer alcançar. Exemplo: a sua prioridade é terminar uma apresentação em 2 dias e essa apresentação pode lhe trazer resultados significativos na carreira como o reconhecimento da sua equipe e do seu chefe. Além desta apresentação, você tem várias outras coisas para resolver, mas que terão pouco impacto na sua carreira, se forem adiadas por algumas horas/dias. Deixe essas para depois.

2. Use as primeiras horas do seu dia para desenvolver as atividades mais relevantes para o resultado-prioridade. Dica: prepare no dia anterior uma lista do que precisa fazer, assim já começa o dia organizado. Essa mesma lista pode ser feita semanalmente e revisada na mesma periodicidade, assim você vai ter uma lista que eu chamo de ‘macro’ e outra, diária ou ‘micro’.

3. Estabeleça prazos curtos para terminar as atividades. Desafie-se! A Lei de Parkinson diz que “o trabalho se expande de modo a preencher o tempo disponível para a sua realização”. Quanto mais tempo você tem, mais você tende a estender o término da atividade.

4. Crie recompensas para si mesmo, à medida que alcançar resultados com as atividades concluídas. Pode ser um presente, uma viagem de descanso, um passeio, ir a um restaurante que não vai regularmente. Qualquer coisa que o motive para se dar a recompensa ao final do trabalho.

5. Use a tecnologia. Existem vários apps que podem ajudá-lo a organizar o tempo de acordo às prioridades que tem para alcançar.

A procrastinação tenso-nervosa é comportamental, ou seja, pode ser “vencida”, mas comece aos poucos, não se pressione para implementar todas as táticas ao mesmo tempo.

A mudança de hábitos requer disciplina, mas, sobretudo, poder repeti-la no dia a dia de forma tranquila para, aos poucos, aumentar a intensidade.

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Direitos autorais da imagem de capa: ammentorp / 123RF Imagens




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