Eu te perdoo, pai!

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Desde a última semana do ano, eu estive pensando sobre o que é realmente perdoar uma pessoa. Fui criado por uma família cristã – embora hoje não o seja mais – e sempre aprendi com os ensinamentos de Jesus que, quando realmente perdoamos de coração uma pessoa é como se pegássemos a mágoa e a trancássemos em um baú com 7 chaves, jogando-a no fundo do oceano para nunca mais termos acesso a esse sentimento.



Perdoar verdadeiramente alguém é passar uma borracha no passado e reconstruir tudo do zero com bases sólidas de amor e compaixão.

Eu nunca me dei bem com meu pai. Desde criança fomos pessoas extremamente opostas que não tinham os mesmos pensamentos e percepções de mundo. É como se na estrada da evolução estivéssemos em patamares totalmente diferentes. Nem um e nem o outro mais a frente, apenas distantes.

Cresci brigando com meu pai. Nunca fui o filho que ele sonhou e muito menos ele o pai que sempre precisei.


Na adolescência, quando realmente descobri quem eu era e o tipo de vida que gostaria de levar, precisei cortar os laços com ele. Fazia-me mal as limitações que nossos estilos de vidas colocavam entre nosso relacionamento. É como se nunca fôssemos nos dar bem e sempre viver em pé de guerra.

Hoje, com 25 anos, resolvi colocar um basta nisso e perdoá-lo, após muita meditação e reflexão.

Há exatos 5 minutos que comecei a escrever esse texto, mandei mensagem para o meu pai dizendo o quanto o amo e estou disposto a tê-lo em minha vida, apesar das diferenças.

Passei muito tempo carregando uma mágoa que, como uma âncora, me puxava para baixo e não me deixava deslanchar na vida. Seguir meu caminho verdadeiramente feliz seria impossível sem aprender o poder do perdão.


Quando guiamos nosso destino pelo caminho do rancor e do pesar, tudo fica mais escuro. Não percebemos, mas esse sentimento que fica recalcado no nosso inconsciente vêm à tona nos momentos mais cruciais, impedindo-nos de tomar a decisão certa e escolher o melhor para o nosso próprio benefício.

Claro que todos nós passamos por momentos difíceis onde nos magoamos com as atitudes das pessoas, sejam elas familiares, amores, amigos ou pessoas do nosso dia a dia. O importante é ter a habilidade de compreender que o amor é maior e as pessoas têm suas limitações. Alguns são mais evoluídos, outros não. Alguns nem sequer conseguem evoluir o que precisam em cada reencarnação.

Mas o amor deve imperar sempre e nos motivar a entender que cada ser humano é único e pensa de maneira única, merecendo respeito e benignidade.

Lembra que Jesus ensinou que quando levamos um tapa na cara devemos dar o outro lado para que nosso agressor bata novamente? Obviamente isso é uma lição com sentido figurado.

Dar o outro lado da face expressa que entendemos que o outro não tem ainda a compreensão do mal que nos está fazendo, mas que, por amor, o aceitamos como é e o amamos sem restrições. Isso se chama amor ao próximo, o maior ensinamento do próprio Cristo.

Eu quero muito deixar para trás esse sentimento de mágoa e rancor que sempre carreguei pelo meu pai e tenho certeza de que isso ajudará a livrar-me de mágoas mais recentes com ex-amores, ex-amigos e os dissabores da vida.

Perdoar, talvez, seja um dos maiores aprendizados da nossa jornada humana e eu quero e estou disposto a aprender!

2018 está aí e nada melhor do que começar o ano com disposição para melhorar como ser humano, crescer, evoluir e deixar toda a energia negativa de lado. Se meu pai vai me responder ou não, tudo bem, estou disposto a dar o outro lado da face também.

O que eu quero mesmo é ser cada vez mais um ser humano melhor, que vibra amor, paciência, compaixão e perdão.

E você? Já perdoou hoje? Talvez esse texto o faça refletir sobre isso.

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Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: altanaka / 123RF Imagens

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* Matéria atualizada em 13/01/2018 às 4:33






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