Fazendo as pazes com o querubim…

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Então aqui estamos… – Já fazia algum tempo e eu não fazia nem questão de lembrar desta data criada pelo comércio para flechar o coração dos “tolos”. Apenas um dia para troca de  declarações melosa fadadas às ações do tempo, como qualquer construção.



Seu coração talvez tenha lhe proporcionado uma estratégia mais eficaz, esquecendo-se da data…. Provavelmente nem mais reparasse nos exércitos de corações que invadem os shoppings nesta época…(Opa! Esqueci! Homens não gostam de shopping. O que torna o plano realmente infalível).

Enfim, estávamos blindados contra as ações daquele pequeno querubim que tem mania de sair lançando flechas ao léu.

Mas somos como um grande cofre, cujo aspecto gélido e resistente não significa inacessibilidade, mas tão somente que seu conteúdo guarda um tesouro tão precioso e bem guardado que somente seria acessível àquele que conseguisse desvendar a senha,  àquele que desvendasse  o código que, às vezes, nem nós mesmos conhecemos.

E de repente, um “click” indicou que o segredo do cofre foi desvendado!  As portas se abriram para um novo universo do qual o outro passou ser parte integrante.


E como o universo realiza nossos sonhos das formas mais inusitadas possíveis, brindou-nos colocando em nosso calendário, como primeira comemoração àquela – até então – malsinada data…

E pasme! Tornei-me “tola”, inspirada por breguices de todos os tipos (e quem disse que são bregas? Agora defendo que são apenas “customizadas”!). Não me importei se você não se lembrava, afinal de contas as mulheres sempre têm que lembrar os homens dessas coisas mesmo!

E fiquei feliz por perceber que você gostou da lembrança e perceber que o mero fato – talvez –  de ter que encarar um shopping ( e sim, fazer a festa dos comerciantes!) para não deixar a data passar em branco  será  um prazer (além de uma provação que fortalecerá as bases desse encontro! Afinal de contas, já sabemos como todos os gestos  têm o seu valor).


O querubim agora passará  a ser bem recebido, e construiremos para ele uma casa à prova dos efeitos do tempo.

Utilizaremos as experiências das obras já realizadas para firmarmos uma fundação sólida; levantaremos paredes firmes, faremos uso de um fino acabamento e cuidaremos para que os telhados (embora de vidro, o  são) sejam os mais resistentes.

E sobre a ação do tempo, a verdade é que toda construção precisa de cuidados e, eventualmente, de reformas para recuperar o brilho.

Que bom que existe esse dia em que até um ogro pode mostrar seu lado príncipe; que os corações mais gélidos podem ser derretidos por manifestações de carinho.  Que bom que existe esse dia para que a gente possa rever nossos conceitos sobre a visão acerca de determinadas datas.

Esse ano faço as pazes com o pequeno arqueiro alado, pois além da exímia qualidade na pontaria – agora comprovada – desconfio que ele andou passando a você a senha de acesso ao meu coração. E fez muito bem.

E vou parando por aqui, pois vejo que acabo de contribuir para a estatísticas das declarações “melosas”, quebrando assim mais um paradigma pessoal. Bem que dizem… a gente paga a língua!

Patricia Pessanha

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Direitos autorais da imagem de capa: jorgophotography / 123RF Imagens

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* Matéria atualizada em 18/06/2017 às 4:10






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