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Felicidade completa é compartilhada. Que adianta conquistar algo, sem dividir os sorrisos?

Que sentido faz ser feliz, sem dividir a alegria no tilintar de um brinde? Tudo que é efêmero tem um prazo de validade.



Quantas vezes conhecemos pessoas que têm todos os bens materiais, dinheiro, motivo para serem felizes e não o são? Como você se alimenta depois de esgotar seu vazio? Eu creio que felicidade consiste nos momentos em que você divide sua alegria.

O pôr do sol é um dos espetáculos mais lindos, e é gratuito. Não há sensação mais prazerosa do que admirar e, ao virar seu rosto, contemplar o sorriso de alegria no semblante do outro. É você se deliciar com um prato simples e gargalhar com a simplicidade do momento. Viajar é uma das melhores formas de explorar o sentimento de liberdade.

Mas não há experiência mais enriquecedora do que, no retorno, contar com entusiasmo a alguém a sensação de viver este momento. Felicidade é algo simples. A gente é que é exigente. Para mim, felicidade tem sabor de mensagem de “bom dia!”, “se cuida!”, “chegou bem?”, “boa noite!”, “estou com saudade!”, “já deu certo, força!”, “durma bem!”, “eu te amo!”.

Ela é aquela sensação de não estar sozinho no mundo. É como sopa quente de mãe no frio do outono. Cobertor com cheiro de lavanda. Dormir de conchinha. Café da manhã na cama. É o sorriso de uma criança. Mãos que se lançam a ajudar, alimentar. É acolher, é zelar. É sobre quem acolhe, com uma mensagem de celular.

Há quem julgue achar a felicidade na mesa de um bar, num ménage à trois, num número elevado de likes, numa conta polpuda, num sofá caro, numa bolsa de uma grife importada. Pois eu digo que isso não é felicidade. É apenas um remédio que você ingere para fazer a dor passar.


Porém, não importa quantas pílulas você ingira. Não interessa se a dor, com essa droga, inebria, entorpece você, aonde você for, lá estará. E voltará a latejar. E de novo, e de novo, sem parar, até que você decida, de uma vez por todas, curar-se. Mas a cura não consiste na ignorância de fingir que não existe o problema.

Quantos “eu estou bem” você disse para os outros, quando por dentro você estava destroçado? Porque se emoldurar com uma plaquinha de honra para que os demais o admirem, se você mesmo não honra os próprios sentimentos? Do que você se esconde? Há pessoas que se escondem atrás do cigarro, há pessoas que se escondem atrás do trabalho, há pessoas que se escondem atrás das selfies consecutivas.


Tudo numa forma desesperada de escapar de sentir o que sentem. E quando acham alguém interessado em seus problemas e se demonstra ávido por solucionar questões, como um grande quebra-cabeça, elas simplesmente se fecham e engolem a chave, trancando-as dentro de si mesmas.

Não façam isso! Abram sua caixa de Pandora, libertem-se de seus segredos mais sombrios. Não é só sobre você, é sobre o mundo das pessoas que dividirão este mundo contigo.

É sobre quem você tem vontade de falar às 4h da tarde, quando está ocupado, e não às 2h da manhã, quando está sozinho. É sobre quem o olho bate pela primeira vez no encontro e você sente o estômago começar a embrulhar.

É aquele olho no olho em silêncio, decorando todos os traços do rosto, o sorriso em silêncio. Os olhos não mentem. E o que o peito sente só sabe que sente, não precisa de palavras para se pronunciar. É sobre quem você escolhe desvendar seus segredos mais íntimos, mesmo que bem devagar.

É sobre você estar numa grande festa, com seus melhores amigos e, de repente, aquilo fazer todo o sentido, mesmo que não possam estar comemorando em grande estilo. É sobre um jantar simples, um prato para dois, mas haver brilho no olhar.

É esse brilho que ilumina o lugar onde a felicidade se faz habitar. É quando, à noite, repousa sua cabeça no travesseiro com o olhar sereno e o peito preenchido. Sensação de aconchego por ter a quem amar e, em troca, amado ser.

Felicidade não é só questão de receber, mas de estar. A felicidade só é completa quando é compartilhada.

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Texto escrito com exclusividade para o site O Amor. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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