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Fronteira do azul…

O alarme do relógio invade o ambiente,
Mas ele se recusa a abrir os olhos,
Pensava em como aqueles dias se passavam depressa…
Ao menos aproveitara cada segundo,
Conforme aos filhos fizera a promessa.



O dever chamava e com ele, a difícil tarefa:
Novamente, da família tinha que se distanciar;
Um beijo na esposa querida…
Um “eu te amo” expresso no olhar…

Fitou os filhos com carinho,
Enorme era o desejo de abraçá-los!
Aqueles rostos angelicais dormindo,
Só mesmo tanto amor para impedi-lo de acordá-los.

Vai de encontro ao trabalho,
E quanto mais o mar se impõe no caminho,
Mais o coração fica apertado.

Mas mesmo onde o azul do mar predomina,
E apesar do coração desolado,
Ali encontra o amparo de outra família,
Unida pelo mar, confinado.


Os dias vão se passando…
E chega o dia do dever cumprido;
Enfim o mar abre suas fronteiras para o retorno ao lar.
O coração se refaz, como se nunca tivesse partido.

Agora de volta aos braços da família,
Ele vê o esforço compensar:
Presente no sorriso de cada um que ama;
Presente na abundância e conforto de seu lar.


Percebe então a tamanha importância,
Daqueles dias que deixa de compartilhar.
Afinal de contas, são aqueles dias distantes;
Que lhes permitem sonhar.

Menos? eu me recuso a ser menos! por que não sermos todos mais?

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Ela sabe seu valor, seus pontos fracos e fortes, ela sabe o que quer e mais ainda o que não quer.

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