A garota que eu era e a garota que eu quero ser…

3min. de leitura

Vamos falar do coração?

Nós mulheres vivemos nos equilibrando em uma linha imaginária que nos divide na fronteira entre a razão e a emoção. Muitas vezes somos oito ou oitenta.



Quando estamos apaixonadas mergulhamos de cabeça. Não vemos os perigos, os defeitos, não vemos nada além da paixão…

Mas quando nossos corações já estão calejados de tanto apanhar, a razão entra em campo com um escudo que, imperceptivelmente, nos blinda.

Muitas vezes essa blindagem ajuda. Afinal, depois de tantas lutas fica difícil não querer nos proteger. Mas até que ponto isso nos ajuda?

Quando adolescente sofri de ilusão por alguém que nunca me quis.


Quando jovem sofri por fidelidade a alguém que me quis, mas não me enxergava como a mulher que o queria.

Quando adulta sofri por alguém por quem me apaixonei, sempre quis! Porém, meu coração depois de tanto apanhar, endureceu. Sofri muito e acabei fazendo com que ele sofresse com isso, pois mesmo querendo mergulhar naquele relacionamento, não consegui, no primeiro momento.

E esse primeiro momento se prolongou por alguns anos, e quando finalmente eu me abri para todos aqueles sentimentos, já era tarde demais. O tempo havia passado e chegou o momento em que ele é quem não estava mais disposto a tentar.


Doeu, doeu fundo… doeu forte e acho que até hoje dói!

Mas o medo agora é outro… o medo é do que fazer, depois de tantas tentativas e derrotas… é difícil não se questionar quais foram os pontos que não foram corrigidos.

A certeza de que hoje estou mais resistente eu tenho, mas o quanto? Se acontecer novamente o que vai me dominar? A razão ou a emoção? Se isso acontecer o que devo fazer?

A única certeza que eu tenho é de que não tenho mais nenhuma certeza de nada!

E, sinceramente, estou gostando muito disso!

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Direitos autorais da imagem de capa: gpointstudio / 123RF Imagens

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* Matéria atualizada em 24/11/2017 às 4:37






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