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Geralmente, a pessoa que pergunta por que você mudou com ela já sabe a resposta

É fato que sair da órbita do próprio umbigo dói muito e nem todos ousam fazê-lo.



Mesmo assim, a maioria das pessoas é capaz de perceber quando magoou alguém, quando se comportou indevidamente, quando extrapolou o bom tom em um relacionamento.

Sabemos quando o que falamos ou a maneira como agimos atingiu o outro de forma negativa, mesmo que não tenha sido aquela a intenção primeira. Sim, porque somos todos passíveis de errar e de perder as estribeiras, a ponto de ultrapassar os limites mínimos de uma convivência em harmonia. O mundo está difícil e isso também nos dificulta no reequilíbrio emocional e na ponderação coerente dos fatos à nossa volta.

E quando se trata de pessoas que se conhecem bastante, isso fica mais forte. Não dá para justificar certos comportamentos, dizendo que não havia o intuito de magoar o outro.


Quando somos próximos da pessoa, a gente tem pleno conhecimento do que a deixa chateada. O estreitamento de laços depende desse conhecimento, desse olhar para o outro, desse discernimento a respeito do que o outro aceita e merece.

Na verdade, algumas pessoas não estão nem aí para ninguém e agem deliberadamente para magoar mesmo. Têm o prazer de cutucar a ferida das pessoas, para depois assistir prazerosamente ao sangramento do outro. Tudo bem sair do sério de vez em quando, esfriar a cabeça, reconhecer o erro e se desculpar.

Mas acontece que alguns indivíduos nem precisam estar fora de si para machucar as pessoas. Na verdade, eles são extremamente centrados no objetivo de ferrar o emocional dos outros.


Por essas razões é que, muitas vezes, quando a pessoa vem perguntar por que mudamos com ela ou por que estamos estranhos, ela já sabe a resposta. Acontece que ela mal se importa com o que fez, senão já teria pedido desculpas.

Quem se faz de desentendido merece o mesmo da gente. Não gaste explicações com quem vai jogar cada uma delas no lixo. Siga longe de gente assim. Sua sanidade mental agradece.

 


Publicado originalmente em Prof. Marcel Camargo.

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