Improvisos emocionais… – vire e mexe me vejo na contramão…

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Leia ouvindo: The Strokes – Someday



Pulo de penhascos porque gosto do frio na barriga. Gosto do movimento para espalhar energia, tenho pânico de gente parada. Tenho sorriso sincero, mas por vezes foi necessário forçá-lo. Sabe lá Deus quantas vezes saí de casa com a minha melhor roupa e um sorriso falso no rosto. Acredito que o hoje é fantástico, mas o amanhã sempre poderá ser melhor. Tenho mania de acreditar. Acreditar na vida, no tempo, nas histórias, nas pessoas e até mesmo no tão raro amor.

Já disse muitos “sim” com vontade de dizer “não”. Hoje digo “não” com louvor. Aprendi com a empatia, me achei na simpatia. Desisti do mal humor, mas ainda não desapeguei da reclamação. Nem tudo são flores. Nem sempre existe cores. Eu e os meus improvisos emocionais.

Acho essa história de ser bem resolvida um saco! Acho que a gente precisa se perder, se achar, amadurecer e saber lidar. A vida não é e nem deve ser pautada em resoluções. Já improvisei desculpas que eu não precisava dar, comprei peças para o guarda roupa que não vou usar, guardei palavras que deveria falar e falei coisas que deveria guardar. Gostaria de saber onde errar tanto significa se resolver o dobro?!


IMPORVISOS EMOCIONAIS - FOTO DE DENTRO

Já vi a vida de maneira desnecessária e ordinária. Já procurei incansavelmente alguém na multidão para dar a mão. Tudo em vão. São muitos desejos dentro de um coração. Vira e mexe me vejo na contramão, me reconhecendo em situações que não são minhas.

Improviso almoços aos domingos quando não tem nada na geladeira. Improviso encontros para não me sentir culpada com a falta de tentativas. Corrida na rua para fugir da rotina. A garrafa de vinho para dois é bebida intensamente por um. Improviso um pouco de romantismo naquele primeiro encontro no bar, um pouco de amor no beijo de despedida. Improviso a felicidade comprando sapatos novos. Improviso um lar quando você está para chegar. Improviso emoções na tentativa de ficar em paz. Tento encontrar saídas e hora ou outra esbarro em tangentes, graças a Deus!


A parte mais difícil de viver é sentir. Sentir que tudo no final das contas não é resolvido, não passa de improviso. Do amor ao jantar. E ainda assim, insisto em acreditar que tudo vai passar. Há de passar. Como diria minha avó, antes de casar passa. E se não passar a gente continua improvisando.

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