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Ingratos! – quem são os ingratos e o que fazer com a tal ingratidão?

Nos dias de hoje, todo mundo virou coacher e todo mundo fala sobre a gratidão.



Seja grato, seja grato, seja grato!

Só se esqueceram de falar sobre a ingratidão e sobre o que fazer com ela.

Se somos todos os gratos a tudo e a todos, os ingratos são sempre os outros.


Será? Quem são os ingratos e o que fazer com a tal da ingratidão?

Ingratos somos todos nós também que, certamente, já fomos injustos ou nos esquecemos de agradecer a quem nos fez algum bem.

Não existe o céu e o inferno no quesito comportamento humano e não há anjos gratos e demônios ingratos soltos por aí.

Somos nós os que se esquecem de olhar e de sorrir para quem nos abre a passagem no trânsito.


Somos nós que achamos que o outro não faz mais do que a sua obrigação.

Somos nós que olhamos com olhos desconfiados para quem nos faz o bem, imaginando segundas, terceiras e quartas intenções.

Somos nós os egocêntricos, injustos e egoístas a quem as frases, os textões e a indiretas são direcionadas.

Somos nós os esquecidos, os injustos, os frios e sem coração.


O ser humano não é bom nem ruim, entretanto, é o que circula, no palco, no papel de mocinho e bandido.

Somos a complexidade estampada no espelho.

Somos Dr. Jekyll e Mr. Hyde.

O que fazer com a ingratidão?


Faça nada! Faça o que quiser, apenas não faça drama.

O que fazer com os ingratos?

Nada, somos todos gratos e ingratos e isso é de todos nós.

Ao sentir-se injustiçado pela ingratidão, lembre-se de que o outro não é você.


Lembre-se de que o outro talvez não ame como você.

Lembre-se de que o outro talvez não sinta a importância que você tentou mostrar.

Lembre-se de o que se faz deve ser sempre esperando nada em troca, nada, entendeu? Absolutamente nada.

Lembre-se de que, muitas vezes, você irá falhar tentando acertar.


E lembre-se, principalmente, de que muitos de nós não aprendeu a receber coisas boas, de que muitos desconfiam quando lhes oferecem afeto em forma de amor ou de presentes e de que isso acontece única e simplesmente porque nunca foram amados e nunca lhe deram importância alguma.

Como cães que mordem quando lhes oferecem carinho, há os que agridem ou ignoram aqueles que lhes oferecem “rosas”, simplesmente porque esperam do outro e do mundo nada mais do que espinhos.

Aprender a amar, aprender a ser grato, aprender a confiar, é propósito de todos nós. Sigamos aprendendo.


Quando a gente dá tchau com vontade de ver de novo…

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