Já fui boazinha demais, mas aprendi que não preciso ser legal com quem me faz sofrer

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Não gosto de ser comandada por ninguém, porque não me sinto um soldado que precisa bater continência a quem quer que seja, não preciso acatar nada de ninguém.



Eu sempre fui muito brincalhona, sempre gostei de contar histórias, de ser um pouco sonhadora e ao mesmo tempo valente.

Digo valente porque abri mão de muita coisa para viver a vida que escolhi, para não viver as mesmas situações frustrantes e cheias de sequelas emocionais por que passei em relacionamentos desgastantes.

Com um tanto de dor, um tanto de alegria, com alguns remendos, alguns desapontamentos, eu me refiz.


Nada que o tempo não tenha ajudado a sanar, a me mostrar as verdades ocultas da vida, a me dar um tapa na cara, dizendo: viu, aprendeu?

Não gosto de ser comandada por ninguém, porque não me sinto um soldado que precisa bater continência a quem quer que seja, não preciso acatar nada de ninguém.

Acho que não vale a pena amargar por algo que azeda o coração, que bagunça a cabeça, que se mistura entre dúvidas e inverdades, causando dor em vez da sensação de proteção, paz e alegria interior.

É por isso que eu resgato coisas em mim, é por isso que, por vezes, saio à francesa, deixo no vácuo, não dou resposta, não me misturo, não quero ouvir mais nada. Torno-me um ser ausente, sem acesso, tão distante quanto a indiferença que recebi. E isso vale para tudo. Para todos os dias que se encarregam de amanhecer, chamando-me ao bater em meu travesseiro.


Não sou uma bruxa má, pelo contrário, já fui boazinha demais, fui legalzinha demais. Minha carga horária, meus dias de acertos e erros, sensações e estímulos estão em minhas janelas emocionais capturadas entre traumas e vivências boas e ruins. Estão em cada parte acessada pela mente, pela luz do sol, pelo anoitecer, pelo significado de cada uma delas dentro de mim.

O processo de amadurecimento e cura pode ser lento, pode ser mais rápido. Pode ser aquilo que eu acho que mereço depois de tantos dedos apontados, depois de tantos enganos e um certo exagero.

Agora, não, não mexam comigo, não venham me maltratar! 

Hoje eu vivo dentro das minhas essencialidades, dentro daquilo que não me encobre feito uma grande nuvem escura, dentro dos planos do Altíssimo, ao qual confiei minha alma, meu destino, meus sentimentos.

Nada paga o preço de uma paz recostada em algum canto onde dá para sentir a própria respiração, sem medo.

Não há limite entre o céu e o etéreo, quando a fé é alcançada através das lutas diárias, da vontade de vencer, da vontade de viver mais livre dos traumas, rejeições e sofrimentos.

Nada que o amor não ajude a reconstruir, nada que um bom abraço cheio de calor, uma mão amiga ou uma boa conversa sadia não resolvam.

Nem tudo é ruim. O olhar tem de se voltar para o lado da esperança e da luz. A calmaria também vem. Foi assim que aprendi!

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