Jamais se anule para ser aceito pelos outros. Não vale a pena

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Faça sua vida valer a pena, em vez de desperdiçá-la em função dos outros, pois muita gente constrói uma vida infeliz devido ao medo de ser rejeitado pelas pessoas que a cercam.



Mas é um equívoco. Jamais se anule para ser aceito. Pois, dentro dessa ideia, você acaba abrindo mão de coisas muito importantes em si por outras sem significado algum, simplesmente, para manter uma aparência que satisfaz as expectativas alheias.

Entretanto, nunca é tarde para a gente ser aquilo que deveria ter sido e despertar para compreender que a felicidade vem de dentro, independentemente da avaliação dos outros.

A necessidade de agradar parece inserida no inconsciente coletivo.


O medo da inadequação nos leva a escolhas que nos fazem sentir inadequados em nós mesmos. Sorrimos para o mundo, mas choramos no travesseiro, nessa louca ambição de pertencer.

Desta forma, ficamos irritadiços, rancorosos, deprimidos e nem nos damos conta de que isso é consequência de uma repressão social que nos corrompe o tempo todo.

Na roupa que vestimos, no comportamento esperado, no casamento que não queremos, no status que não nos preenche, na riqueza material que atrai mais um falso pessoal do que satisfação pessoal.


Inclusive, somos forçados até a unificar os nossos pensamentos, nossas ações, mesmo que elas soem como uma grande mentira para nós mesmos. Mas aceitamos a fim de evitar os olhares de reprovação, as críticas maliciosas e a indiferença de quem a gente nem deveria respeitar.

Porque aquele que nos faz trair a nós mesmos nem merece estar em nossas vidas.

Entretanto, em vez de afastá-los, competimos em um jogo de aparentes verdades, que ganham na argumentação, mas nos perdem da nossa própria alma.

Até que a nossa mentira corre o risco de ser descoberta. É quando precisamos fugir e nos esconder atrás de uma vida falsamente perfeita.

O que realmente precisamos é entender a violência da opressão sofrida pelos egos alheios, introjetada em nosso ser, como se fosse a realidade ou um objetivo de vida.

É necessário perder o medo de descontentar aquele que deseja nos ver dentro daquilo que ele acha que é o melhor, sem de fato se preocupar com nossos sentimentos, nossas vontades e desejos.

São os autointitulados juízes da vida sentados no tribunal da vaidade, cuja promotoria é uma fraca autoestima que acusa a gente de ser feliz por sermos nós mesmos, enquanto projetam, na nossa vida, a própria infelicidade ao não se aceitar nem admitir seus erros. Jamais se anule por eles.

Uma vez que ninguém tem a capacidade de avaliar o que você guarda dentro de si. Suas dores, suas batalhas, seus prazeres e suas razões de viver.

Ou seja, cada indivíduo é único. Um ser humano com suas aspirações e vontades particulares, com seus jeitos próprios e gostos peculiares.

Por isso, jamais permita que alguém reprima o seu sujeito. Vista a roupa que lhe seja mais confortável, converse sobre os assuntos de que gosta. Vá aos seus lugares preferidos.

Decida tudo, não pelos olhos, mas através do seu coração.

Seja amigo de quem lhe faz bem, de verdade, não daqueles que são audiência para o seu teatro, legitimando a sua própria enganação com aplausos para a vida de mentira que você leva. O que está em jogo é a sua verdadeira felicidade. Por isso, os amigos sinceros são os melhores.

E se você está confuso ou em algum momento se perder, volte para os trilhos. Troque as companhias, procure um novo emprego, solte o cabelo, deixe o bigode crescer.

Desde que jamais permaneça onde não se sinta bem, onde tenha que encenar um personagem que não é a sua realidade. E, principalmente, procure dividir a sua vida com quem o estima exatamente do jeito que você é.

Assim, sem julgamentos presunçosos e sem demandar mudanças ou que você se corrompa para ser aceito. Sem que o acusem de ser exatamente aquilo que eles mesmos são.

Verdadeiros amigos são aqueles que sabem lidar com as nossas verdades, porque sabem lidar com as próprias verdades.

Uma rede linda de autenticidades.

Por isso, faça suas escolhas sem medo do olhar alheio, sem ter vergonha de quem você é. Liberte seu coração. Igualmente, respeite os outros, porém sem jamais abrir mão dos seus verdadeiros sentimentos.

Sim, pode até existir alguma satisfação em agradar aos outros, pois você não se realizará sem ser você mesmo. Se quer ser feliz, encare sua verdade e jamais se anule.

Portanto, nunca se esqueça: quando você se apresenta no palco de um teatro, o seu verdadeiro “eu” fica na coxia. No palco da vida, é exatamente o contrário.

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