Mas o importante é ser, não ter!

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A vida aos 20 começa a pesar. Aquela ideia de alcançar os nossos sonhos, de nos tornarmos pessoas importantes ou, simplesmente sermos reconhecidos por algo que fazemos vai ficando cada vez mais distante. Bate a vontade de desistir. Bate a vontade de se jogar no sofá, se aprofundar em filmes e séries e ficar imaginando quando é que as coisas vão começar a melhorar.



Mas posso te contar um segredo? Elas não vão. Não se você insistir em colocar nas mãos de Deus algo que depende da sua força de vontade e – claro! – da sua capacidade de ir além. Digo isso porque sei que, muitas vezes, a felicidade é só uma questão de escolha.

Mas, também sei que em outras tantas, surge uma sucessão de fatos que nos faz olharmos para nós mesmos com raiva, desespero, e tudo o que fazemos é desejar que o mundo pare um pouco enquanto soltamos um grito de socorro. “Ah, esses 20…”

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É difícil. Às vezes uma maré nos engole e tudo o que conseguimos ver é dificuldade, em tudo! “É tão difícil estudar, procurar por um emprego, fazer e manter amigos, cuidar da nossa autoestima, ter paciência com nós, com os outros. ” Eu sei! É difícil, mas não impossível. Sabe o que mais pesa, de verdade, no meio de todas essas dúvidas e hormônios? O fato de tentarmos sermos perfeitos em tudo, sempre e sempre, ou de acharmos que já não iremos conseguir, de qualquer forma. E quer saber? Você pode passar o resto dos seus dias, aos 23, 25, 30, 32 ou 40 anos sem saber o que – de fato – está fazendo com a sua vida.

Em muitas situações já fui pega de surpresa ao descobrir que não sou tão boa quanto eu gostaria. Mas, o que me fortalece não é a possibilidade de eu ser teimosa e, por tanto, ficar dando murros em ponta de faca até eu me decepcionar de novo e de novo, esperando por um milagre. O segredo está na capacidade de sermos resilientes. De nos moldarmos conforme cada conquista, em cada derrota e fazer dos nossos erros, aprendizados. Não dá para acertar sempre. Não dá para agradar todos. Mas ao deixar de lado todos esses pensamentos, me responda: quantas horas do seu dia você usa para ser feliz? E quantas tantas outras você usa para correr atrás dos seus sonhos?

Tudo bem você não saber o que quer ou por qual motivo veio. Mas não deixe que o silêncio do mundo te domine e faça de você alguém que se preocupa, apenas, com a grama do vizinho. Seja feliz hoje, seja feliz amanhã. Procure na sua rotina, simples motivos pelos quais agradecer e descubra o prazer nos pormenores. Faça planos, plante seu futuro e colha conquistas incríveis, mas não se esqueça de deixar um pouco de você em qualquer canto.


Por fim, compartilho um conselho que acabei recebendo de um amigo, generosamente preocupado com o meu medo do amanhã: “faça bastante merda, até se arrepender! Porque mais vale uma consciência pesada por algo que você tentou, do que noites de insônia imaginando como seria. ” Agora, tento me prevenir. Ainda há algum tempo eu estava terminando o ensino médio e me perguntando: “o que quero ser daqui para frente? ”. Hoje, me vejo com mais carinho e penso “sou um pouco de tudo todos os dias. ”

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