“me abraça, me beija, me aceita assim como eu sou.”

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Por que é tão difícil aceitar as pessoas como elas são, principalmente quando passamos por algum processo de transformação interior?

Quando descobrimos algo muito bom para nós, ao ponto de modificar nossas convicções, vivemos o entusiasmo de uma paixão. É um marco da transição da antiga vida para uma nova vida. E por estarmos vivendo o “êxtase” da descoberta, é natural desejarmos que aconteça o mesmo com as pessoas que gostamos. Porém, às vezes, não nos damos conta de que a imposição dos nossos ideais pode ferir a convicção, e até mesmo os princípios, das outras pessoas, e que talvez elas estejam confortáveis e mais felizes com a vida que levam.



Devagar é sempre melhor, cada um na sua hora, no seu tempo. Nada forçado ou imposto é saudável, por mais que pensemos ter a certeza do que seja melhor para o outro. Tantas e tantas vezes já agi de forma narcisista, impondo opiniões aos que amo, como se fossem uma extensão de mim mesma. Porém, com estudos, observações e experiências, aprendemos que todos nós somos seres individuais e inteiros, e não partes uns dos outros.


Cada um de nós tem suas limitações, convicções, gostos, etc., e esses devem ser respeitados.

Os relacionamentos amorosos, muitas vezes, se desgastam exatamente pela perda da individualidade e das características inatas um do outro. Para agradar, ser mais compatível e criar mais sintonia no início, escondemos algumas características ou modificamos outras. Mas, deixar de ser quem realmente é, mesmo na melhor das intenções, é apenas uma máscara que o tempo sempre trata de arrancar.

Quantos relacionamentos familiares, amorosos, ou amizades, podem ser preservados quando percebemos que não devemos, e nem podemos modificar o outro, apenas a nós mesmos? Um ponto de vista é apenas uma das vistas de um mesmo ponto. O ponto não muda, e sim a forma que olhamos para ele. E essa forma depende de como estamos no momento, de como nos sentimos, do que já vivemos, do que acreditamos. Nossa forma de olhar o mundo depende de quem somos.



Todos nós temos problemas, e quando nos expomos pode ser que estejamos precisando apenas desabafar e não pedir uma solução, pois as soluções, muitas vezes, encontramos dentro de nós mesmos.

A não ser, obviamente, no caso de pedirmos ajuda. Aí todos os conselhos são bem-vindos.

Se a convivência nos faz bem, vamos ficar mais próximos, mesmo com nossas diferenças, mas se a convivência nos faz mal, afastemo-nos. Precisamos parar de tentar mudar uns aos outros, por pensarmos que estão errados e nós estamos certos. As “verdades” sempre mudam de tempo em tempo.

Independentemente do que pode acontecer amanhã, vamos viver o hoje. Vamos aceitar e respeitar a todos como são. O que pode acontecer amanhã é como o fim do mundo que ocorreria em 2012. São apenas hipóteses, suposições, profecias. Ninguém realmente sabe! No final, acontece sempre o inesperado. E enquanto a gente vive sonhando, a vida vai passando…


Portanto, vamos brindar à gentileza, ao afeto, à tolerância, ao amor! E lembrar sempre das palavras do compositor Sérgio Britto:

Me abraça, me beija, me aceita assim como eu sou… e deixa ser o que for.

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Direitos autorais da imagem de capa: bedya / 123RF Imagens

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