5min. de leitura

Não basta ser apenas marido ou esposa, precisa ser de fato companheiro ou companheira

Por trás de um grande homem, sempre há uma grande mulher.


Por trás de uma grande mulher, sempre há um grande homem. Enfim, a maior condição para crescermos na vida não é só estar no lugar certo, na hora certa, é preciso que estejamos com a companhia certa ao nosso lado. A pessoa certa ao nosso lado faz toda a diferença.

O verdadeiro companheiro é aquele que sabe a hora de falar e a hora de calar, que aceita ser o nosso suporte, aconselhar-nos quando estamos em dúvida, acolhe-nos nos momentos de angústia e nos dá bronca quando a situação o exigir. Não basta ser apenas marido ou esposa, precisa ser de fato companheiro ou companheira, precisa saber falar e, principalmente, ouvir, que pense junto para crescer junto.

Infelizmente, acho que a maioria dos namorados não pensa nisso antes de se casar, eles não creem que precisarão de um(a) companheiro(a) para o resto da vida.

Em geral, preocupam-se com paixão e amor, e nem sempre com companheirismo. Muitos me dirão que o companheirismo é intrínseco ao amor. Mentira! O companheirismo é o dom que certas pessoas têm de entregar tudo o que têm e são para o outro. É o dom de se doar, de abdicar, de acompanhar o outro. Nem todo companheirismo vem atrelado ao amor-paixão, tampouco todo amor-paixão é companheiro. Uma coisa existe sem a outra.


Alguns amores sem companheirismo podem durar a vida inteira, porém com prejuízos para ambos lados. Alguns companheiros jamais serão amor-paixão, mas podem manter uma relação também de vida inteira. Isto não significa, porém, que possa existir companheirismo sem amor.

Não falo do amor-paixão, falo do amor solidário, do amor maior que existe entre pais e filhos, entre irmãos, familiares, até entre alguns amigos muito especiais. Em suma, para existir companheirismo entre dois seres, precisa existir amor entre eles.

Para crescer sempre, é necessário algum sacrifício. E companheiro que é realmente companheiro admite abdicar de planos, sonhos, do que for necessário para que o outro cresça e, ao crescer, companheiro que é companheiro não esquece o outro, carrega junto, sempre junto, o outro.


O companheirismo nem sempre é bilateral, existe companheirismo unilateral, que é quando apenas um dos dois na relação é companheiro, aceita a condição de dar sem receber.

Quando apenas um abdica de todos os seus sonhos em prol do outro, ele se realiza por meio das realizações do outro. Esse é o caso de executivos extremamente bem-sucedidos que têm em casa uma esposa-companheira dedicada somente e tão somente às tarefas do lar, não têm vida própria, vivem para o conforto do marido e dos filhos. Não quero generalizar. Nem sempre uma esposa dona de casa é uma companheira. Algumas se realizam com as tarefas domésticas e têm no marido que permite que elas se dediquem à casa e filhos um companheiro que as apoia e sustenta.

Porém, existe uma grande parcela delas que não está realizada, pelo contrário, está extremamente frustrada, mas não ousa sequer falar do assunto porque o marido precisa de uma companheira em casa para lhe dar o suporte necessário. Existem ainda as que, apesar de nunca terem pensado em ser donas de casa, surpreendem-se realizando-se por completo nessa função, porque criam laços muito fortes de companheirismo com seus maridos, desejam crescer juntos, mesmo se estão sendo sacrificadas.

Afinal, não existe crescimento sem algum sacrifício. E este sacrifício é próprio daqueles que sabem ser companheiros no momento certo, na medida certa.

 

Direitos autorais da imagem de capa: Fernanda Prado/Unsplash.




Deixe seu comentário

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.