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Não, eu não me dou mal nunca! eu me dou exageradamente bem!

Perdão, eu ouvi alguém dizer entre um sussurro e outro que eu me dei mal?



Não, eu não me dou mal nunca!

Sabe por quê?

Porque eu extravaso, me jogo contra o precipício, em meio ao nada me familiarizo com o incerto, e quando ciente que a vida é uma pluma, tenho a adrenalina como expressão.

E lá no fim, sentindo o impacto da colisão, ressurjo das cinzas, olhando pro alto com o melhor tom de castanhos nos olhos, encontro amparo, conforto.


Isso me alarga!

Sou dona da valentia, e por isso sei que sou pó da mesma terra que fui cinzas.


Deixo meus compassos de bailarina no chão, como forma de agradecimento.

E esse celebrar são como dias de carnaval numa avenida.

Estou no palanque mais alto, e mesmo assim, a mirada que tenho é igualitária.


Eu sambo nos acordes do tamborim, jogam-me confetes, festejo o ano inteiro.

É a alegria que transborda!

Então, como pode alguém achar que eu me dei mal?


Olho nos olhos, beijo com a boca, amo com alma, sinto o peso do corpo, ao ser tocada me arrepio e toda essa forma me preenche, me transcende.

Subo nos palcos, enceno do rei Arthur a dama das camélias, meu ser brinda com isso. Dia a dia aprendendo cada ciclo da vida.

Como pode eu me dar mal?

Entrego-me ao risco diariamente e a lei do retorno me presenteia com riso e gratidão pelas experiências vividas, vulgo meus erros e acertos.

As palavras saem de mim como um menino que trasborda amor.

Eu conto meus segredos ao vento, meu coração se rasga na melodia, meu corpo é chuva, renasce da tempestade.

Vou em direção ao meu ápice, encontro luz!

Encontro-me nos extremos, na verdade do coração e sabendo ser extremo, do outro lado também estou.

Não, eu não me dou mal!

Eu me dou exageradamente bem!

Eu me doo.

Mulheres de cabelo curto são lindas!

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