Não levar para o coração: eis o segredo!

Chega de “sentir” tanto! Não precisa levar tudo para o coração! Não vale a pena! Não faz bem.

Assisti a uma colação de grau do curso de Engenharia e, no seu discurso, o orador da turma agradeceu a um professor por uma dica valiosa: “não levar para o coração os problemas que eles tiveram durante a faculdade com a aprendizagem de cálculos”. Uma dica e tanto!

Se pararmos para pensar, realmente sofremos um bocado a mais do que necessitaríamos na vida porque levamos muitas coisas “para o coração”. Internalizamos circunstâncias e conflitos de uma forma que não seria preciso. Às vezes, realmente nos falta um lado mais prático, mais racional, para tirar as coisas de letra e seguir adiante.

Exemplifico: o colega falou contigo meio ríspido; você leva para o coração e se magoa. O dinheirinho que estava esperando não entrou, você leva para o coração e se angustia. O marido atrasou e apresentou uma justificativa meio estranha, você leva para o coração e se enche de desconfiança. Você se programou para voltar a malhar, mas não foi, leva para o coração e fica triste consigo mesma.

“Ficar sentido” também é uma expressão que muitos usam para explicar essa dinâmica: “Ah, o fulano ficou sentido porque você não apareceu na festa dele.”

Ora, chega de “sentir” tanto! Não precisa levar tudo para o coração! Não vale a pena! Não faz bem.

Devemos nos preservar. Deixar de nos importarmos tanto com o que não é relevante. Zelar por manter nossa essência intocável, e não flutuando conforme as (sempre) oscilantes circunstâncias da vida. A nossa emoção não pode ser terra de ninguém, onde qualquer fato ou pessoa entra e faz uma bagunça danada.

Levar tudo a ferro e fogo não é saudável nem para o corpo, nem para a mente, nem para a alma. Se levarmos a vida muito a sério, perdemos a parte divertida da coisa.

É nossa responsabilidade cuidar o que levamos para o nosso coração. O que realmente vale a pena.

O resto?! Bom, o resto a gente vê se tem algo para fazer ou não, mas sem drama. Sem “ficar sentido”. Há várias hipóteses e possibilidades para tudo.

E “seguimos o baile”. Mas leves e mais felizes.


Direitos autorais da imagem de capa: Drew Colins on Unsplash.




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