ColunistasFamília

Não me chame de mãezinha, me chame de mulherão

feminism 1132x670 1

Numa era em que se prioriza mais e mais o autoconhecimento e cuidado com a saúde mental, é inaceitável as mulheres continuarem se deteriorando, massacrando e adoecendo em prol de uma maternidade perfeita. Ela não existe.



No universo da maternidade, a busca incansável une as mulheres com uma força descomunal para fazer o certo.

Todos os dias, vejo dúvidas sobre o tipo de parto, aleitamento, papinhas, quantas horas de TV, entre tantas coisas que têm sim grande importância, mas que algumas vezes são discutidas em tom de massacre, como se existisse um caminho absoluto, e não tem.

Em contrapartida, engolimos a seco nossas renúncias, travamos lutas com a ansiedade, o estresse, a tristeza, a falta de apoio e tantos assuntos que envolvem o universo vasto – e, às vezes, solitário – da maternidade.


Esquecemo-nos, levantando a bandeira do amor e não praticamos o fundamental: o amor-próprio.

Em uma era em que se tem cada vez mais priorizado o autoconhecimento e cuidado com a saúde mental, é inaceitável que as mulheres sigam se deteriorando, massacrando e adoecendo em prol de uma maternidade perfeita. Ela não existe.

E por ter convicção de que não existe, aceitar nossas falhas, acolher nossas dores e ir pela via mais saudável dentro de cada realidade é o que fará a diferença na vida dos pequenos, que encontrarão o afago, o brilho e o amor de que tanto precisam para crescer igualmente saudáveis.

Se os filhos são reflexos no seu núcleo familiar, eu lhe pergunto: você está satisfeita com a sua parte que programa, dia a dia, a mente, as percepções e as emoções do seu filho? Está satisfeita com o que está transmitindo? E se a autocobrança der espaço para comprometimento em se olhar, curar as feridas, acalmar o coração e acreditar que tens tudo de que o seu filho precisa?


Por isso, como nota mental, escrevo para lembrar que:

  • As nossas emoções devem ser cuidadas.
  • O tempo não cura o que não dá abertura e disposição para ser cuidado.

  • Não somos um depósito (de cargas, emoções, afazeres, etc).
  • Precisamos de apoio.
  • Precisamos manter a nossa individualidade.
  • Só conseguimos tomar decisões coerentes quando estamos mais conectadas com as nossas realidades.

  • Só mantemos vínculos saudáveis quando estamos saudáveis.
  • Só usamos do reforço positivo quando nos reeducamos positivamente.
  • Só praticamos a escuta ativa quando aprendemos a nos ouvir.
  • Só fazemos os nossos pequenos sorrir para a vida quando sorrimos também.

Ao comportar uma nova vida, não se esqueça de comportar a sua também. Afinal somos melhores para os outros quando somos boas para nós mesmas.

 

Direitos autorais da imagem de capa: reprodução.


Deus não faz nada pela metade, e Ele colocará em sua vida o amor que você merece!

Artigo Anterior

O perdão é um poderoso remédio que cura nossas feridas e traz alívio para a alma

Próximo artigo

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.