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Não me contento com migalhas. Sou mulher madura, capaz de dar a volta por cima, graças a Deus!

Nao me contento com migalhas. Sou mulher madura

Passei só para dizer que sou capaz de aceitar os desafios da vida, como provações e resgates espirituais.



Eu não sou o centro do Universo, não sou dona de nada nem de ninguém.

Tenho um coração que aprendeu a se permitir paz e silêncio, aprendeu a ser menos tolerante com sentimentos líquidos.

Foram longos anos de derrotas e vitórias, foram longos anos, em eu aprendi o valor da verdade de um coração amigo e verdadeiro, em que eu finalmente me fiz brotar sem ser podada por ninguém.


Foram anos aprendendo a valorizar cada dia que recebo de Deus, cada vez que desato meus nós e vou me cuidando mais em nome do bem que me quero, do que também me desejo.

Passei para dizer que o fato de escolher estar sozinha não muda em nada minha estrutura emocional, não muda a maneira de ver ou sentir o mundo, as pessoas verdadeiras, de como eu me enxergo, de como consigo respirar e ao mesmo tempo, isolar certas acústicas de falsidade e egoísmo.

Eu sei bem onde escolhas não deram certo, sei bem onde investi sem retorno, sei bem o que é lutar para estar em paz.

Muita coisa hoje não importa, porque muitas pessoas saíram pela porta da frente; outras, pela porta de emergência; outras nem tiveram a dignidade de se despedir.


O que eu sei é que Deus também me aproximou de pessoas que se alinharam ao meu lado espiritual, me aproximou mais da minha essência que hoje não se sente roubada ou perdida.

Hoje eu zelo pela minha sanidade, pela minha saúde, pela minha consciência mais limpa.

Vivo uma história verídica, de mais compaixão e amor por mim.

Não vejo mal algum em sair por aí sem ser prisioneira de ninguém.


Não gosto de celas, de salas de espera, de lugares que me acuam ou me tiram o ar, ou o jeito de ser.

Vivo o meu presente sabendo o que eu vejo e do que necessito. Não vou ficar aqui chorando por conta de migalhas nem ficar contando as vezes em que dei a cara para bater.

Nem tudo interessa para os outros, e eu também não sinto necessidade de me expor tanto assim.

O importante é saber que minha natureza é de quem se sente vencedora e guerreira, mesmo tendo perdido muitas coisas.


No fundo, foram grandes livramentos. Deus tem me mostrado exatamente o que tenho que fazer.

A maioria das minhas respostas permanece dentro do silêncio, permanece na exatidão das minhas ideias, dos meus sossegos e dos meus momentos de não querer nenhum tipo de invasão pessoal.

Eu aprendi que tenho que amar o que gera empatia e proximidade ao espírito, que me faz tocar o outro sem que eu precise implorar por isso.

Mesmo depois de tantos tombos, eu voltei. Eu sempre volto, não importa o dia ou a estação em que me encontre.


Não é tão fácil assim me derrubar. Não me sinto derrotada nem fracassada, apenas estou buscando o que vale a pena entender e sentir. E nem tudo soa bem aos ouvidos, nem tudo tem essa capacidade meio mágica de fazer acontecer.

Passei só para dizer que sou eternamente grata por tudo. E, cada vez que agradeço, gero mais luz, mais esperança e fé em meu caminho.

Estou gerando dentro de mim a energia e a força de que preciso para prosseguir.


“Tira primeiro a trave do teu olho, e então verás claramente para tirar o cisco do olho do teu irmão” (Mateus 7:5)

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Ser maduro(a) é assumir total responsabilidade por nossas escolhas e por nossa vida

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