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Não quero ser uma pessoa perfeita. Eu quero é estar em paz!

Não quero ser tão certinha; perfeição não cabe dentro de mim. Eu prometi aprender a buscar o significado da minha vida, eu prometi juntar meus caquinhos, sem fazer tanto barulho, eu prometi ser melhor para mim.



Não sei se preciso tanto assim de alguém que me salve do meu próprio mundo, das minhas loucuras, das minhas querências, da maneira como eu gosto de interagir.

Um mundo que criei, idealizei e formatei dentro dos meus moldes e sentimentos, dentro do que rasguei, resisti, desisti, consumi e tratei.

Um mundo um pouco diferente daquilo que fui lá trás, daquilo que ouvi, recebi, e ao mesmo tempo, onde aprendi a ser mais indiferente ao que não abre meus olhos, ao que seca o espírito, ao que não traz nada de bom ao coração.

Por vezes, dói levar um tapa mais profundo, por vezes, dói saber que todo esforço de nada valeu.


Não quero ser a bola da vez, não quero ser só por ser. Eu não preciso viver à sombra de ninguém.

Nada me falta, porque consegui me adaptar às coisas de que preciso.


Prefiro ser mais justa comigo e com o que sinto. Prefiro não entrar em discussões calorosas só para ser a dona da razão.

Cada um que carregue a sua verdade. Vou no meu momento, vou aonde os dias se mostram em sinal de respeito pelas coisas que conquistei.

O tempo que veio, e regressou aqui dentro, só me ensinou a maturidade de quem aprendeu a se libertar dos pesos dos desafetos, dos distanciamentos emocionais que não deram certo.

Sou um ser mais racional, mas não deixei de ser amor.

Acho que amor de verdade é mais do que carregar alguém como peso, é mais do que se omitir ou se vender. Muitas vezes, há uma falsa ilusão.

Amor é algo mais sagrado, mais limpo, mais verdadeiro, é quando sentimentos se misturam e a essência de cada um se mostra entregue ao que realmente se pretende.

Não quero falar demais, porque acho que não tenho necessidade de ser tão exagerada a ponto de sair confundindo todo mundo.

O que eu guardo aqui em minha memória seletiva me mostra que a dor que, por vezes, se fincou também cessou, o amor que foi vivido e depois foi guardado nas esferas da alma já não me pertence mais.

Eu carrego comigo um diário, um lugar onde eu possa me abrir, sem ser tão julgada, porque neste mundo de dedos apontados e falta de sinceridade, nem sempre é bom sair espalhando o que desejo de verdade.

Eu prefiro segredar aos pés de Deus, prefiro não interferir mais em todas as suas escolhas que são dirigidas até mim.

Não tenho esse direito. Mas tenho livre-arbítrio para aceitar ou não.

Sempre haverá um empurrão para me levar ao lugar certo, sempre haverá um tropeço, um mudar de ares, o mudar de situação ou de direção.

Eu não tapo mais meus olhos, não fecho mais meus ouvidos para essa voz que fala comigo.

A voz da consciência, a voz que por vezes grita, bate, arranha e alisa.

Cada vez que me escuto e menos me agrido, sinto que há uma paz selada, uma paz que não se mede e não se rebate mais.

Paz que acalma, evolui, transpira pelos poros. Paz de quem já viveu muita coisa e enfrentou muitos monstros interiores. Paz de quem aprendeu a se defender e a se descobrir.

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Texto escrito com exclusividade para o site O Amor. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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