Não seja a muleta de alguém

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Eu tenho certeza de que você conhece alguém que já tenha se prestado ao papel de muleta para alguém.

Eu me refiro àquela pessoa usada como curativo para o coração do outro, mas não se valoriza o suficiente para recusar essa condição.



É um perfil de pessoa que, por alguma razão, não se sente digna de ser amada por ser quem é, então, ela fica à espreita, na expectativa de encontrar alguém que esteja vivendo um luto amoroso, para que ela possa oferecer seus cuidados e, quem sabe, ser recompensada com alguma migalha.

A pessoa se dedica integralmente a quem está em profundo sofrimento por um outro alguém, seja um(a) ex ou um amor platônico.

Ela tem consciência de que não é admirada, não é desejada e, nem é alvo da atração do outro, mas, ela nutre a esperança de ser aceita por gratidão.

Lamentavelmente, essa pessoa vai se comportar como um cachorro espiando alguém se alimentar, à espera de que alguma migalha caia ao chão para que ele coma. Ela ficará sempre à disposição para enxugar as lágrimas do ferido, vai ouvir todas as lamúrias, vai se dar conta do quanto a pessoa arreda os quatro pneus e o estepe por outra…mas, tudo bem, ela fica ali.


Há relacionamentos que nascem dessa dinâmica: o ferido acaba tentando esquecer o passado com essa pessoa que está ali, o tempo todo, disponível e sedenta por um fiapo de atenção.

É o tipo de relacionamento mais deplorável que existe, você percebe claramente alguém se comportando como quem está fazendo um favor, sem nenhuma empolgação, sem brilho nos olhos e um outro se desdobrando para agradar, desesperado(a) para se tornar prioridade na vida de quem o trata como uma opção fajuta.

O tempo passa, o ferido restabelece um pouco as forças e percebe que não tem como permanecer ao lado de alguém que não admira.


Então, ele deixa a bengala de lado e alça voo. Estava escrito, não é?


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