Não seja o “de vez em quando” da vida de alguém

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Eu sei que esse conselho não deveria ser dado, já que você sabe muito bem o que deve e o que não deve fazer em um relacionamento.



O problema é que nem todos aplicam o bom senso nas relações e o que deveria ser leve e recíproco torna-se abusivo, frio e desgastante. Já faz muito tempo que tenho notado mudança nos meus conceitos, nas minhas atitudes e nas minhas verdades. As experiências vivenciadas, a idade e a falta de paciência para sofrer por amor me fizeram mais forte e mais centrada nos valores que realmente importam.

O problema é que tenho notado que nem todas as pessoas utilizam-se das experiências vivenciadas e da idade cronológica para amadurecer e, na ânsia de viverem um grande amor (sim, para elas, esse é o ápice da vida), aceitam qualquer relacionamento, com qualquer pessoa e de qualquer forma.

Por algum motivo estranho, o amor está deixando de ser o sentimento mais puro e forte, e se tornando objetivo de vida.

As pessoas querem, a todo custo, encontrar a alma gêmea, pois acreditam que, sem ela, nunca serão felizes e se tornam o que a sociedade moderna chama de “mendigo afetivo”. (Sim, eu sei que o termo é forte e pode gerar estranheza a quem o lê. Mas, infelizmente é nesse patamar que algumas pessoas aceitam viver).


Vamos aos fatos que comprovem isso: o outro não liga, não responde às mensagens que você enviou, não demonstra qualquer interesse e, mesmo assim, você acredita que, com o tempo, ele o(a) amará. Afinal, seu coração instável grita aos quatro ventos que “não responder a uma mensagem”, “não comparecer ao encontro” e “não demonstrar interesse” são traumas de relacionamentos anteriores que você facilmente irá curar.

Volte para a realidade e foque aqui: mesmo que você seja a referência da psicologia mundial, esse não deveria ser seu papel no relacionamento. Relacionamentos foram criados para nos melhorar como seres humanos e agregar felicidade e paz à vida e não uma desordem generalizada de sentimentos. Em outras palavras, o fato de sermos seres sociáveis e querermos um companheiro de vida não nos obriga a aceitar qualquer relacionamento para sermos felizes.

Quer um conselho? Não estrague o que nasceu para dar certo, não menospreze o amor e não dê uma “ajudinha” ao destino. A vida não precisa de você para seguir seu fluxo natural.


Entenda que é maravilhoso ter alguém para dividir a vida, a cama, o controle da TV, os projetos…, mas isso não quer dizer que sozinho você não será feliz. Entenda que momentos a sós não significam solidão eterna, são apenas momentos necessários para seu crescimento pessoal e espiritual.

Você sabe que quem quer faz acontecer, não é? Então, se o outro não demonstrar interesse, respeite-se e recue. Entenda que um encontro de sábado à noite não tem obrigação de virar namoro, que um namoro não tem obrigação de virar casamento e que beijos não são contratos de relacionamento vitalício. Relaxe e deixe as coisas acontecerem naturalmente.

Lembre-se de que, se você aceitar viver como segunda opção, você jamais será colocada como primeira.

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