Não somos melhores que ninguém, mas somos capazes de ser melhores pessoas para nós e para outrem.

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Uma simples palavra de apoio faz a diferença na vida de algumas ou de muitas pessoas. Uma simples palavra positiva é um ato de solidariedade real, sem busca por benefícios materiais envolvidos.

Na frieza cotidiana, no esgotamento dos sentidos de estabilidade, no fazer o bem ao próximo em busca de benefícios divino-pessoais (por fazer o bem Deus ou universo vai me retribuir). No ato de manipular pessoas e informações a fim de alcançar um determinado objetivo final, que privilegie a si mesmo e, em certos casos, lesando alguém.



O ato de enganar, trapacear, trair, mentir, roubar, falsificar bons sentimentos, criar discórdia desnecessária, propagar falsas verdades etc., são atitudes do tipo que expõem como certas pessoas têm distorcido a realidade e modificado conceitos como os de solidariedade e caridade, excluindo-os de sua forma e prática mais genuína.

Diante disto que, no entanto, precisamos fazer alguma diferença positiva neste mundo. Há pessoas mutiladas por aí que, realmente, precisam de ajuda. Fugimos de ideais de perfeição e, muitas vezes, erramos uns com os outros, soltamos “farpas”, falamos o dispensável, provocamos, agredimos quem não sintoniza conosco, ofendemos, mas podemos diminuir esses erros.

Mudar o mundo parece algo complexo, uma ideia distante e impossível, mas quando ajudamos uma pessoa o mundo dela muda e melhora. O início desta mudança pode ser o nosso círculo social, amigos, irmãos, pais, parentes próximos, maridos e esposas, namorados, colegas de trabalho e muitos mais. Não há como ajudar uma dessas pessoas a sofrer por alguma razão e que se disponha à sua ajuda? Por que fechar o olhar e o coração?


Por que tanto interesse material, o motor da maioria, e por que tão pouco zelo com nossos sentimentos? Por que essa falta de boas trocas saudáveis e de compaixão? Será que sempre acertamos e não nos cabe um pedido de desculpas a alguém? E se nos pedem desculpas, por que não desculparmos, de verdade, prezando por um pouco mais de paz e amor? Por que interpretamos errado um gesto, uma palavra, uma pessoa e por que não reconhecermos nosso engano, quando assim couber? Por que negarmos a palavra, uma conversa, uma oportunidade?

Por que sermos falsos quando não sabemos lidar com alguém, se existe um caminho mais simples e honesto, que é o do ébrio distanciamento? Por que a falta de empatia com nossos sentimentos e com sentimentos alheios? Por que religiões cristãs, monoteístas, que, ao menos em teoria podiam unir, mais parecem excluírem pessoas? Por que para serem “aceitas”, dentro ou fora dessas sociedades religiosas, precisam comprar a “lavagem cerebral” da suposta verdade? Por que as pessoas são “podadas” de suas crenças e suas verdades individuais são diminuídas por essas religiões? Mas sorte que o pensamento crítico prevalece. Sorte dos críticos.

Às vezes, as pessoas que carecem de ajuda são apenas inseguras, mas se esforçam, cada uma a sua maneira, para melhorar e vencer seus temores. Elas estão a buscar o melhor de si, pois sabem que este é um preceito para que sejam melhores, também, com as demais. Sem aprovar ofensas retiram destas o que precisa ser melhorado em si mesmas e o imutável compreende-se como essência e, assim, seguem suas vidas longe de falsas aceitações, porque, afinal, sabem que a aceitação maior vem de seu mundo interior, de sua gênese íntima.


Uma simples palavra de apoio faz a diferença na vida de algumas ou de muitas pessoas. Uma simples palavra positiva é um ato de solidariedade real, sem busca por benefícios materiais envolvidos.

Neste caso, um interesse até existe, mas a nível emocional, uma vez que você quer ver a pessoa feliz e sentindo-se bem.

Em um mundo no qual o egoísmo cool da oca aparência humana zoa os erros e os defeitos pessoais, vangloria-se no apego a um ego de soberba desmedida, que a solidariedade, a caridade e a compaixão precisam virar moda.

Em nosso presente, a boa educação e a solidariedade estão quase extintas ao ponto em que quando assim agimos com uma determinada pessoa ela interpreta mal, “está me paquerando” ou “nossa, devo a minha vida a essa pessoa!”. Tudo isto, reflexo exagerado, sentido por meio de atitudes humanas das mais simples, básicas e essenciais que, pasmem, deveriam ser comuns e frequentes em nosso convívio, mas não são. Sendo elas, ouvir, conversar de maneira leve, passear em um momento livre, um telefonema, um tempinho de papo furado, demonstrar preocupação e atenção a uma pessoa carente de ajuda verdadeira e, principalmente, de uma ajuda desinteressada – sem lucros, dinheiro, benefícios carnais e negócios envolvidos.

Na maior parte das vezes não contamos metade do que sentimos, do que somos, pensamos ou vivemos. Ainda assim, somos nossos maus julgadores, pois nos baseamos em muito pouco.

Podemos, porém, fazer a diferença positiva na realidade conflituosa de alguns, de muitos? Sim, há como a comum ideia do uso e da “objetificação” das pessoas ser diminuída, basta-nos os passos iniciais. Vamos nos respeitar.

Não somos melhores que ninguém, mas somos  capazes de ser melhores pessoas para nós e para outras que nos sejam importantes ou que assim as façamos sentir. Por mais compreensão e sensibilidade com o sofrimento de um conhecido ou, mesmo, de um desconhecido. São ações como estas que se aproximam de um outro termo chamado: empatia!

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Direitos autorais da imagem de capa: stokkete / 123RF Imagens

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* Matéria atualizada em 26/04/2017 às 6:04






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