Natal deveria ser todo dia!

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Nada ou tudo sei…



Em tudo na vida podemos ver o lado positivo ou o negativo. O positivo é o que nos traz alegria, nos enche de ânimo, de entusiasmo e vontade de compartilhar com o próximo. O negativo é aquele que vem com peso e que nada de bom ou útil é capaz de acrescentar.

A vida é aquilo que passa enquanto você trabalha, enquanto você se deixa levar pelos inúmeros compromissos que arranja e classifica de importantes e inadiáveis, para depois poder se queixar do cansaço ou da falta de tempo.

O tempo passa rápido demais para quem não está comprometido com a vontade de ser feliz todos os dias.

Chegou o Natal outra vez e o que você não fez? Tantas boas intenções, quantas ações praticadas? Tenho quase certeza que muitas, porque quando você pratica o bem, age de conformidade com sua essência e por isso nem percebe. O natural, o normal, é ser bom.


Por isso, nessa época do Natal, prefiro falar da alegria que existe, do genuíno sentimento de boa vontade nos lares e nas ruas. Gosto de falar de risadas, de sonoras gargalhadas, piadas, brincadeiras de amigos ou parentes, alguns tímidos e reservados, mas que nessas noites de final de ano são capazes de sair de suas conchas para dar aos outros algo de bom: um elogio, um estímulo, um abraço caloroso, um beijo bem estalado e gostoso. Parente também sabe (quando quer) ser gente que ajuda, que dá força, que apoia e que não irrita com conselhos chatos ou radicais sobre o que é certo ou errado, mas que esvazia (aquele outro da família, que no momento precisa) de preocupações.

Eu prefiro falar de luzes, de brilho, de casas ou ruas enfeitadas, que tornam palpáveis a beleza e a arte que fazem parte da vida e merecem ser admiradas, mas que na pressa do cotidiano muitas vezes nem são lembradas.

Posso, e quero, falar de pessoas que nessa época são solidárias, a ponto de angariar e distribuir cestas básicas ou brinquedos; de pessoas que são capazes de praticar a solidariedade.

Posso falar de mesas fartas, de água na boca só de pensar nas delícias do cardápio variado, posso enfatizar a alegria dos chefes de família (sejam homens ou mulheres), ao se sentirem importantes por terem conseguido alimentar tantas pessoas e proporcionar aquela união ao redor da mesa ou da árvore.


Posso lembrar o sentimento de vitória também em famílias que afinal conseguiram, mesmo com pouco dinheiro, ter seu Natal, seu peru ou seu churrasco e reunir pessoas amigas ou até desconhecidas, trazidas por algum familiar, pessoas que se sentem felizes apenas por terem a casa cheia com o espírito de união, a mente cheia de esperanças, mesmo que as carteiras tenham, no esforço das compras, ficado vazias. Posso citar as ações sociais de grandes empresas em favor dos menos favorecidos, de todos ou do planeta, e que ficam mais evidentes nessa época, como se as grandes ideias e inovações escolhessem o final do ano para brotar na mente de seus funcionários, pagos para isso o ano inteiro.

Algumas pessoas fazem balanços, sejam da firma ou da vida, outras odeiam a balança sempre, inclusive nos últimos dias do ano, porque não conseguem seguir em frente com qualquer plano de boa forma. Tem gente que pensa em reforma da casa, da piscina, da garagem, outros optam por uma viagem, mas quase todos interagem com esse esforço de boa vontade em fazer um Natal de qualidade, mesmo que o espírito esteja velho e precise de uma renovação.

Natal deveria ser todo dia, não com a trabalheira dos excessos, mas na magia do encontro, na festa da alegria, na união de todos em prol de um bem comum, nas cores, na leveza das brincadeiras, até mesmo daquele parente que você considera chato, mas que sempre tem algo a ensinar ou um mar de carência que ele se preocupa em não demonstrar, mas que deixa evidente na necessidade de chamar a atenção.

Seja em qualquer dia do calendário, até numa segunda-feira, que todos possam comemorar a vida e se alegrar com qualquer coisa, qualquer besteira. O que vale sempre não é a intenção, mas a ação.

Que o amor seja sempre o nosso norte, que seja sempre forte, que para ele haja sempre vazão, porque apesar da contrária aparência, talvez um dia todos percebam que essa é a única razão, a causa, o meio e a consequência.

O amor é a chave do nosso mistério (da existência)!

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Direitos autorais da imagem de capa: pressmaster / 123RF Imagens

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* Matéria atualizada em 12/12/2017 às 4:33






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