Nos momentos mais difíceis da minha vida é isto o que eu faço…

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Estou falando hoje sobre meus medos, você já teve? Porque eu confesso: alguns medos até parecem de estimação.

Só mesmo quem passa por situações como essas, talvez, saibam definir como acontece – é de repente!



Não há um motivo aparente e a busca não para na mente: “Afinal o que foi que me causou essa sensação?” Ah, a sensação! Lágrimas escorrem de meus olhos só de escrever… é quase um sufocamento! O coração acelera sem motivo aparente. Como explicar o que nos ocorre se, muitas vezes, nem nós entendemos?

Estamos falando de síndrome do pânico, já lhe ocorreu? Foi por causa desses eventos que comecei a estudar sobre Inteligência Emocional. Eu queria entender como funcionava meu cérebro e se existia uma questão científica para tal sensação. E descobri que existe!

Existem duas mentes: racional e emocional. A mente emocional é formada pelo sistema límbico e existe dentro desse sistema um órgão chamado amígdala cortical. Essa amígdala, no caso do pânico, fica muito sensível e coisas pequenas podem ativá-la e aumentar alguns hormônios que desencadeiam toda essa sintomatologia.


O interessante é que tantas dores podem nos trazer à luz, eu mesma nem imaginava que um dia seria uma profissional para assessorar pessoas com ferramentas de Inteligência Emocional e Coaching, nem mesmo imaginara atuar nessa área.

Eu sei. Talvez você leia este texto e pense que sua dor ou seu problema é impossível de resolver ou sanar. Mas e se tudo ocorre para trazê-lo à luz, para gerar autoconhecimento, para ressignificar a sua história?

Mas antes de tudo isso é necessário conhecer a sua dor, você consegue defini-la exatamente?


Nos meus momentos mais difíceis eu faço uma anamnese da dor:

  1. Listo os possíveis motivos da dor – coloco todos os possíveis;
  2. Analiso racionalmente um a um e vejo se é racional ter medo exacerbado (normalmente não é);
  3. Analiso em volta, os últimos dias e observo se houve algum trauma, alguma ruptura ou alguma despedida (pode ser de um bem ou de uma empresa, ou de algum relacionamento ou uma decepção);
  4. Faço co-relação do medo que sinto com todo esse estudo de caso sobre mim;
  5. Acolho-me;
  6. Encontro um Coach de minha confiança para me assessorar e me ouvir;
  7. Cuido da minha dor e invisto o tempo necessário para me sentir melhor;

Em alguma fase da vida, creio que todos nós passamos por momentos como esses. Parar e fazer uma autoanálise acalma a nossa mente e nos faz enxergar com mais precisão o movimento que estamos vivendo.

Analisar, pensar e falar sobre sobre o que nos angustia é um antídoto que cura a alma.

Assim como os melhores remédios para nossas dores vêm da natureza, o melhor remédio para nossas agruras mora dentro de mim e de você. Só nos resta descobri-lo.


Direitos autorais da imagem de capa: wall.alphacoders / 643890

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* Matéria atualizada em 02/08/2018 às 5:55






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