Nosso primeiro direito é uma segunda chance…

3min. de leitura

Teria três chances de esperar teu amor na porta, abraçá-lo como a um velho amigo, convidá-lo a entrar e ficar para sempre…

Ah, moça. Eu que tanto te vi e não enxerguei, que te ouvi sem escutar, que fui tão longe quando estavas perto, eu que tanto passei e te deixei passar, eu acredito no amor à segunda vista.



Vieste fazendo festa, revirando a casa, ganhando o dia, bagunçando a noite. Foste aragem na tempestade, foste um remanso, uma brisa, um sonho leve. Mas eu dormi pesado, acordei e tu já eras lembrança.

Neste mundo corrido, amamos nosso amor à primeira vista como dois trens-bala japoneses, passando um pelo outro em sentidos contrários. Breves, rápidos, opostos. E sumimos um em cada canto, distantes, estranhos, desconhecidos

Mas eu queria, moça, ah… Eu queria uma segunda vez. Queria tropeçar na lâmpada de um gênio desavisado, generoso e libertá-lo em troca de três desejos realizados: ia pedir para te conhecer três vezes. Juro! Teria três chances de esperar teu amor na porta, abraçá-lo como a um velho amigo, convidá-lo a entrar e ficar para sempre


À primeira vista o amor engana. A gente não vê o que faz, não entende o que põe a perder e não sabe o que perde. É preciso olhar de novo, amar de novo, fazer melhor que antes

O tempo é breve, eu caminho na lua e tu sabes: quem olha muito o céu vez ou outra perde o que passa aqui embaixo. E eu me atrasei em tua festa. Eu que tanto te vi chegar e te deixei partir. Eu que te amei sem te saber. Eu que te achei não lembro onde. Eu que te perdi e não esqueço. Eu que sonho em te ver de novo. Eu que acredito, ah… Eu acredito no amor à segunda vista.


Baixe o aplicativo do site O Segredo e acompanhe tudo de pertinho. Android ou IOS.





Deixe seu comentário

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.