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“nunca podemos julgar a vida dos outros, porque cada um sabe da sua própria dor e renúncia.”

Eu já fui uma dessas pessoas…

“Uma coisa é você achar que está no caminho certo, outra é achar que o seu caminho é o único. Nunca podemos julgar a vida dos outros, porque cada um sabe da sua própria dor e renúncia.”
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…e sendo assim mais uma vez ele se arriscou por caminhos ainda não explorados. Caminhou pela mata em meio à noite densa, enfrentou um medo que ainda o assolava, descobriu o que era andar por ruas completamente escuras como se estivesse em uma cidade fantasma.



Pensou em suas escolhas, pensou em suas perdas, simplesmente pensou e, escondido, chorou por isso.

Não estava mais disposto a gastar palavras e a única coisa que precisava provar naquele momento, era algo que ainda desconhecia, para ele mesmo. No final de tarde, quando o sol já se punha, lá no reino muito distante, o pequeno cavaleiro olhando em seus olhos perguntou:

“Você vai embora depois?”

Respondeu: “Sim, vou ter que ir embora depois”

Ele parou de andar olhou para ele e disse:”Você vai embora quando for noite?”


Agachou para ficar da altura dele e disse:”Sim, eu irei embora quando a noite chegar. Por que você me pergunta isso?”

Tentando segurar as lágrimas, passando as mãos nos olhinhos disse: “Eu não quero que a noite chegue”


Ele sentiu um nó na garganta e com a voz embargada disse: “Eu também não!”

Tentou segurar mas, sutilmente, uma lágrima fugiu dos olhos e escorreu pelo seu rosto, enquanto o pequeno cavaleiro deu um abraço tão apertado, com a certeza de que o seguraria ali, para sempre.

E se tivesse sido diferente? E se ele nunca realmente precisasse ir? Teve coragem para escolher seu próprio caminho e pagar um “amargo” preço por isso. Um preço que, talvez para você não queira dizer nada, talvez não queira dizer nada para ninguém, mas para ele…

Teve coragem para aguentar perdas e julgamentos, teve coragem de seguir por caminhos tortuosos e ser condenado por ambos os lados.

Não sabia se algum dia teria coragem para novamente dizer: “Irei embora, quando a noite chegar”, pelo menos, não por enquanto.

É a vida que nos prega surpresas ou nós idealizamos estas surpresas que acontecem?

Perdido entre um turbilhão de pensamentos e à medida que encontrava respostas, caia em um mar de perguntas…

A única certeza que pairava em seu peito é que a vida iria ser sempre assim, surpresas, perguntas sem respostas, respostas sem perguntas, perguntas com respostas…

E pergunto: O que é este compêndio de emoções estranhas que aperta o peito como se fosse esmagar?

É o caminho? É a caminhada?

Saber lidar com encontros e despedidas. Saber lidar com fatos e decisões. Saber realmente o que se quer. Saber que o verdadeiro amor é arriscado e sempre será assim. Saber que quando todos os dias ficam iguais, é porque deixamos passar alguma coisa, passamos a acreditar em meias verdades, julgamos além do necessário, perdemos a capacidade de perdoar e condenamos (os outros e principalmente a nós), sem ao menos analisar os fatos.

Existem pessoas que se acostumam com seus próprios erros e, em pouco tempo, confundem seus defeitos com virtudes…

Eu… já fui uma dessas pessoas.

Jr. Pereira

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Direitos autorais da imagem de capa: iakovenko / 123RF Imagens

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