O pior da inveja é que ela mata. Mata sim. Mata aos poucos quem a sente

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Inveja. No dicionário: 1. Desgosto pelo bem alheio. 2. Desejo de possuir o que o outro tem (acompanhada de ódio pelo possuidor). Recalque no dicionário não é a mesma coisa, mas na linguagem popular acabou se tornando sinônimo.



Hoje em dia qualquer crítica recebida é rebatida com a acusação de inveja pelo outro. Apesar da certeza, de que inveja é bem mais comum do que gostaríamos, também não acredito que exista inveja por certas coisas e pessoas tão banais como é espalhado pela rede.

O pior da inveja é que ela mata. Mata sim. Mata aos poucos quem a sente. Mata pela enorme emoção negativa carregada e que cresce dentro de uma pessoa a cada dia, minando qualquer vontade própria de seguir em frente apenas com sua vida.

Não tenha dúvidas: quem sofre mais com a inveja é quem a sente! E é sofrido.

Num mundo de aparências e status sem fim, não é fácil se encaixar sendo desprovido de beleza, títulos, diplomas ou dinheiro, muito dinheiro. Temos uma mídia que prega quase que constantemente, de forma direta e indireta, a ditadura da beleza, do consumo e do poder econômico. Estar às avessas desses valores não é fácil.


Não nego que já senti inveja. Senti sim. De mulheres lindas com seus corpos durinhos e sem celulite. Ou de uma mulher muito bem acompanhada, a qual desejei sua companhia para mim. Mas o meu tipo de inveja foi desacompanhada de qualquer ódio ou ressentimento, como nos coloca o dicionário. Esta não mata e até faz parte. Perceber em alguém algo que desejamos, deve nos servir como exemplo, para que, de alguma forma, consigamos atingir aquilo também. Isso pode ser chamado de inspiração ou motivação. Para quem consegue aplicar.

Há de se diferenciar desejo de inveja. Eu desejo muitas coisas que eu não tenho: mais dinheiro, mais amor, mais sucesso, mais facilidades e menos, bem menos problemas.

Como não conheço ninguém que não tenha problemas, também sei que mesmo aquela pessoa que tem o que eu não tenho, muito provavelmente é desprivilegiada em quesitos que me sobram.

Diversidade de características como: beleza, talento e aptidões fazem parte do nascer. Dinheiro, status e poder talvez. Mas qualquer um deles pode ser arduamente trabalhado para ser conquistado.


Se você sente inveja, transforme sua inveja em algo positivo. Isso não é impossível. Isso é inteligência: usar uma energia fortíssima, que provavelmente está tirando a sua paz, para algo positivo e transformador; usar e transformar um sentimento que incomoda em um sentimento que motiva.

Mais importante do que isso é entender que a diversidade está aí para nos ensinar diariamente muitas coisas essenciais: tolerância, respeito ao próximo, amor, solidariedade e autoaceitação.

Porque ser bonito, rico, famoso e poderoso até deve ser muito bom. Mas não se permita a inversão de valores. Ter caráter, personalidade, humildade e atos de amor e caridade é o que realmente fazem de você um ser superior aos demais. O resto é resto. Temos que entender, que o que é pregado pela sociedade está impregnado de inversões de valores e os mesmos se propagam através da mídia.

Se, ainda assim, ser bonito, rico e poderoso, de alguma forma, é mais importante para você, tudo bem, siga em frente. Mas com amor por você mesmo e também pelos demais. Que aqueles que você inveja hoje, se tornem sua motivação para o amanhã. Após a sua conquista, vai entender, de uma vez por todas, que o que vale mesmo se chama amor.

E amor ninguém inveja. Recebe, dá e multiplica! Sem recalque!


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: comfostyle / 123RF Imagens

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* Matéria atualizada em 03/08/2018 às 6:27






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