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O que não é amor…

Em um mundo de valores invertidos, em um lugar onde as máscaras substituem o olhar sincero, o sorriso alegre é a alegria de poder ser você mesmo.



Parece então que se faz necessário lembrar o que, de verdade, é o amor. E o que somente finge ser, mas, de fato, não é.

O que não é o amor.

Querer que o outro o faça feliz, que realize todos os seus sonhos e desejos.


Não é amor. É egoísmo.

Estar o tempo todo em busca da presença, do olhar exclusivo, do cuidado.

Não é amor. É carência.

Ter medo de perder, medo de ficar sozinho, medo de ser dividido.


Não é amor. É posse.

Dividir todo seu tempo, seu espaço, seus amigos com o ser amado.

Não é amor. É privação de liberdade.

Exigir do outro aquilo que nem você consegue dar.


Não é amor. É covardia.

Aceitar ser instruído, orientado, definido, mandado.

Não é amor. É falta de amor-próprio.

Estar preso em uma relação com o objetivo de ensinar o outro a amar.


Não é amor. É codependência.

Ficar o tempo todo querendo moldar o outro para que ele se encaixe no seu ideal de homem/mulher.

Não é amor. É manipulação.

Apontar as falhas, defeitos e fraquezas.


Não é amor. É falta de respeito.

Amar é cuidar e se permitir ser cuidado.

Amar é doar sem exigir pagamento.

Amar é servir sem exigir servidão.


Amar é deixar ir, mesmo querendo que a pessoa fique.

Amar é permitir o sorriso no olhar, mesmo quando seus olhos choram.

Amar é ser você e deixar que o outro seja quem quiser ser.


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