O que penso é a minha opinião, não uma verdade superior à sua. Ninguém é dono da razão

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É tempo de nos dominar, de revisitar nossos cômodos, de levantar algumas poeiras, de nos concentrar em nossa correção.



Nosso maior desafio pode ser a solução de muitos de nossos problemas. Tentamos pular etapas, dar um jeitinho de ser beneficiados de alguma forma ou até de nos sentir mais bem evoluídos, “abençoados” ou manjados que os demais.

Vamos vivendo, dia após dia, mais convictos de nossas afirmações, das nossas interpretações, mais donos da razão que boa parte “dos outros”.

De repente, isso é inerente ao “ser humano”, e precisamos nos sentir assim algumas vezes durante a vida para que a fila ande, para trocar os passos e ir em direção ao que somos verdadeiramente. Tantas vezes arrastados por nossos egos inflamados, duvidamos do óbvio, relutamos em enxergar nossos espelhos distribuídos um a um, lado a lado, durante nossas andanças.


Tememos o fim, mas nunca sabemos nada a respeito do começo – ameaçados pela insignificância, optamos por marcar, demarcar, reafirmar para a própria credibilidade, para uma licença ao autoengano.

Não nos sentimos responsáveis por nada que fere o outro, não! Na maioria dos casos, fomos incompreendidos, deixados de lado ou vítimas de uma vida que outrora nos dava orgulho, mas agora nos faz sofrer. Mudamos de repertório, de status, de discurso, mas a razão e a nossa verdade são sempre as que queremos ver como realidade.

Uma hora, as coisas mudam, a experiência traz esse enfrentamento. Por vezes arranha, fere, queima por dentro, mas é, com certeza, capaz de nos fazer enxergar tudo de modo mais maduro e menos manipulador, mais coerente e menos petulante.

Tentamos, muitas vezes, excluir o que passou e revelou de nossas memórias, principalmente o que não aprovamos em nós mesmos. Pois esquecemos que necessitamos de algumas faltas de entendimento ou confusões para então mudarmos nossas ações.


É preciso sim parar – o mundo, as ideias, as intolerâncias. É preciso sim mais respeito e compreensão – o que eu penso sobre algo é apenas a minha opinião, não uma verdade acima de todas as outras. É preciso sim reconhecer que não existe sofrimento que não acabe, que não existe irritação que não possa ser contornada e que podemos sim suportar mais do que imaginávamos, quando conhecemos a compaixão.

É tempo de nos dominar, de revisitar nossos cômodos, de levantar algumas poeiras, de nos concentrar em nossa correção. Não é o momento de apontar, e sim de nos olhar como protagonistas e responsáveis por tudo o que acontece no mundo.

A casa é grande, a família nem sempre entra em acordo, mas ainda assim vale a pena um fazer pelo outro, pois o teto é de vidro e, quando arrebenta, todo mundo fica descoberto. Depois, vemos o céu…

 

Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Amor: rawpixel/123RF Imagens.

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