O que você faz para não se apaixonar?

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O que você faz para não se apaixonar?



O que eu faço? Vez ou outro alguém me aparece com essa pergunta. Deduzo que passo a impressão de ser uma pessoa insensível. Tem dias que brinco com a teoria de que os homens são descartáveis: você usa e joga fora! Se gostar da marca, compra mais da mesma. Em outros dias, a teoria é da chave do cofre, e assim, você só abre o coração se der a chave a alguém.

Apaixonar tem lá suas complicações…. Alguns chamam de cegueira. Eu defendo a tese do foco de luz. E não são poucas as mulheres que já me ouviram falar sobre ‘o foco’. Muitas mulheres, quando estão em um relacionamento (e as apaixonadas vão saber bem do que estou falando), têm o péssimo hábito de pegar o foco de luz e mirar para o parceiro. Ele é o tal. O foco vai para onde o sujeito for. Não importa se vai rápido ou se tenta se esconder. O foco alcança. O foco acompanha. O foco mira para qualquer lado. A luz atinge o alvo de qualquer ângulo, a qualquer distância.

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Quando a relação acaba, a mulher não sabe o que fazer com o foco. Para onde vai virar a luz? E fica lá, com um sensor apitando enlouquecidamente, como alarme de carro quando dispara. Sem saber o que fazer com o foco. Porque não há mais alvo. E fica assim, desnorteada, até encontrar um novo relacionamento. Daí surge a teoria de que nada melhor do que um novo amor para superar um antigo amor. Balela. Não supera nada. Porque no fim das contas, nem era amor. Era a maledeta da paixonite. E vai acontecer tudo de novo. A história do foco.

Óbvio que já me apaixonei. Ou não teria minha própria tese.

Hoje, diria que me apaixono facilmente, todos os dias, de uma forma mais narcisista. Por mim mesma. Aprendi, com o tempo, com as vezes em que fiquei apaixonada, cegamente, que o foco não tem que ir para lugar algum, além de mirar em mim mesma. Em meus pontos fortes. Em meus próprios dons. Nas coisas que faço de melhor. Porque não quero passar despercebida em uma relação. Quero ser eu e não alguém que sou apenas quando estou com outro alguém. É lógico que tenho sentimentos. Ninguém está completamente imune a sentir algo. De gostar de alguém. De sentir atração por alguém. De amar as pessoas. Mas pra isso não precisa apaixonar. Muito menos, cegamente.


Tudo é uma questão de saber o que se quer. Eu não quero um homem roncando durante a noite na minha cama. Ainda não consigo me imaginar dividindo o banheiro de casa com um cara que vai deixar a tampa do vaso aberta. Ou que vai deixar escorrer água pela pia. Tampouco consigo ver outra escova de dentes encostada na minha. Que direi sobre abrir um espaço para roupas masculinas no meu guarda-roupa. E se o moçoilo for do tipo que se mexe muito durante o sono? Com o meu sono super, ultra, leve…. Quando paro pra pensar que existe a possibilidade de uma emissão de gases embaixo das cobertas… Ah, deduzo logo que não sirvo para esse tipo de coisa. Não mais…. Talvez um dia, quem sabe…. Não hoje, nem agora…

Então…. Não é que não me apaixone… Só não sou de me apaixonar da forma convencional, ou, que costumam achar normal…. Apenas gosto muito mais da minha privacidade do que me permito gostar de outra pessoa. Porque, sinceramente, pra aturar minhas manias… Por enquanto, só eu mesma.

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