O requisito para ser abençoado por Deus…

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A proposta apresentada no livro bíblico é muito interessante: “eu te abençoarei, engrandecerei teu nome; serás tu uma bênção!”. Quem é que não quer isto para a vida? Talvez não exista melhor parceria do que esta! Mas. A pergunta que deve(ria) ser feita é: como eu faço para ser sócio de Deus?



Provavelmente, eu não deveria dizer estas coisas. Mas vou dizer. Alerto, de antemão, que não pretendo, aqui, mudar suas crenças, mas oferecer um pensamento que talvez possa te ajudar a lidar com o seu próprio Deus. Veja:

Desde que os portugueses desembarcaram aqui (no Brasil), nossa educação religiosa foi, majoritariamente, cristã; e, como cristãos, aprendemos a cultuar apenas um Deus, o Deus de Abraão, o Deus da proposta do início do texto. Porém, especialmente nos últimos anos, muitas crenças se dissiparam, se mesclaram, se transformaram, e, diante de tantas novidades, evoluções e variações, algumas verdades bíblicas deixaram de fazer total sentido para algumas pessoas. Isto nos leva de volta à pergunta: como ser sócio de Deus?

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É claro que não dá para cravar uma resposta, mas se a gente tentar entender alguns conceitos, é possível que possamos dar um passo em direção à Verdade.

No dicionário, a palavra congruência traz o seguinte significado: adequação ou conveniência de algo com o fim a que se destina. Em outras palavras: coerência. Ser congruente é estar em sintonia consigo mesmo, é quando o que você acredita, busca, sente e pratica estão em harmonia.

Aqui, nós nos separamos. Aqui, a individualidade atua. Aqui, a situação exige de nós uma autoanálise, uma meditação, uma verdade pessoal.


Quem/O que é Deus?
Quais são as suas leis?
O que quer de mim?

Obviamente, o tal acordo, encontrado em Gênesis 12, é oferta do Deus de Abraão, portanto, o Deus dos judeus. Mas. Se existe um Ser que é maior do que tudo e todos, que é a causa inicial, que é A Fonte; e se todos nós originamos/viemos deste mesmo “lugar”; então, independe de o convite ser encontrado na Torá, no Alcorão ou no papel de pão, todos nós podemos fechar negócio com Deus.

Faz sentido?

Quando olhamos para a lista dos mais ricos do mundo, entre os primeiros, estão Warren Buffett e Bill Gates, donos de bilhões e bilhões de dólares, ambos agnósticos, isto é, não creem na existência de Deus, e, ainda assim, se “beneficiam” do acordo. Este fato sugere que a ideia de que qualquer um pode ser abençoado é, de fato, válida.

Então, será que o caminho que nos leva ao êxito é a Bíblia? A Torá? Rigveda? Ou, talvez, o Alcorão? Todos eles possuem valores, prioridades e características diferentes. Assim como nós! Nós (humanos) possuímos valores, prioridades e características diferentes uns dos outros. Será que um é certo e os outros são errados? Existe esta possibilidade? (Vale lembrar a ideia: numa sala com o ar condicionado ligado, Maria sente frio, e João, calor. Nem por isso, uma verdade é melhor do que a outra, tampouco é mais certa do que a outra. Não! São verdades diferentes. O que serve para Maria, não serve para João. E vice-e-versa.).

Será, então, que, para ser sócio de Deus, basta ser bom? Qual é a definição de bom? Bom para quem? É bom porque alguém disse que é bom, ou é bom porque realmente é bom? Uma resposta um tanto quanto vazia.

Talvez, a resposta que mais se aproxime da verdade seja: ser verdadeiro. É fazer o que se prega, é viver o que se sente. É ser congruente. Ser verdadeiro revela os sentimentos que floram com o querer. E o querer sempre é verdadeiro, os sentimentos são verdadeiros.

Um possível erro na nossa instrução religiosa é o fato de isolar Deus do resto. A palavra “isolar” é perfeita para esta ideia, vem do Latim insulare, “fazer ficar como uma ilha“; as igrejas nada mais são do que estas ilhas. Teoricamente, Deus está somente na igreja e nas reuniões-cristãs – aquela história de “onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, ali estarei”. Mas se você tentar entender que Deus é um só, uno, tudo, que Deus está em todas as partes, inclusive nas relações sexuais, nas guerras, nos bares, nos vícios… Você vai descobrir que não é possível isolar Deus.

Por isso voltamos ao ponto: os sentimentos são sempre verdadeiros. E Deus sabe que você quer ficar com aquela pessoa, Deus sabe que você quer mais dinheiro, Deus sabe que você quer fumar, etc. etc. etc. Quando você aceita esta condição e, a partir dela, passa a trabalhar sobre estes sentimentos que te incomodam… Você passa a ser congruente, e, automaticamente, a vida volta aos trilhos, Deus fecha negócio com você.

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Cuidado! Não confunda o que você quer com o que a igreja e os outros dizem que você deve querer. Do que adianta dizer que não quer vingança, se seu coração está entorpecido em ódio? Deus está em tudo, Deus CONHECE o seu coração. Mais do que as palavras de suas preces, Ele sabe o que você realmente está sentindo, sabe pelo o que você está passando, sabe o que você quer. Será que é mais feio assumir seus monstros – e, a partir daí, encontrar sua origem e, agir de acordo com seus valores –, ou é pior tentar enganar e mentir para Deus?

“Deus é uno. Ele não está jamais, como pesam alguns, fora do mundo, mas sim totalmente no mundo inteiro. Deus está no Universo e o Universo está em Deus. O Mundo e Deus não são mais que uma unidade.”
— Pitágoras

Unidade. Verdade. Congruência.

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