O tempo bem gasto só é aquele em que fazemos e damos o nosso melhor

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O tempo bem gasto só é aquele em que fazemos e damos o nosso melhor, todo o resto é apenas fatias de nossa vida que deixamos escorrer pelas mãos.

Isso porque a perfeição não existe, mas a disposição em fazer o melhor possível para que as coisas fiquem bem feitas deve existir. É a nossa dedicação que demonstra o quanto nos importamos com aquilo que está em nossas mãos e que nos foi confiado.



Por isso, para mim é oito ou oitenta: ou fazemos bem feito ou é melhor que fiquemos de braços cruzados e deixemos para que a competência de outro transforme as coisas no grau máximo que elas conseguem atingir. O substituto da perfeição é a elegância em se dedicar para o mínimo que fazemos.

Não me contento com pessoas que deixam tudo para depois, que preferem fazer as coisas de qualquer jeito.

Essas pessoas fazem isso com a desculpa de que têm outras prioridades, mas essa atitude demonstra que sempre terão outras prioridades: se não conseguem cuidar de uma planta, um animal ou uma tarefa profissional, o que garante que saberão cuidar do amor das pessoas, de cultivar amizades e de se doar para aquilo que vale a pena?

Assim, as melhores pessoas são as intensas que se jogam de cabeça em tudo que decidem fazer e que dão a melhor versão de si e, se for preciso, até se melhoram para dar o máximo de si no mínimo que fazem.


Pessoas de almas inteiras nunca conseguem fazer as coisas de qualquer jeito porque não sabem lidar com metades, com meios-termos e com o “tanto faz como isso seja feito, desde que fique pronto”.

É importante que saibamos que as coisas só ficam prontas quando estão bem feitas, caso contrário, sempre haverá alguém que possa cuidar melhor daquilo que foi deixado de qualquer jeito, e isso serve para tudo: trabalhos feitos de qualquer forma, sujeiras escondidas debaixo do tapete, pessoas não levadas a sério, corações desprezados.

Lembre-se de que sempre haverá outras pessoas que poderão se doar para aquilo que foi deixado por você por ser insignificante demais para que você perdesse seu valioso tempo com elas.


Dessa maneira, aconselho que tudo o que decidirem fazer, que façam com amor porque essa é a medida necessária que torna as coisas bem feitas, com requintes de perfeição.

Ninguém é obrigado a fazer nada, mas, se se dispôs a fazer, o melhor é que, como diria Fernando Pessoa, “Põe quanto és no mínimo que fazes” porque é essa a medida que é o seu reflexo. Qual a sua medida: a rasa ou a profunda? Não precisa responder, porque os seus feitos falam por si.

Quem quiser medir a profundidade de uma pessoa, basta que olhe para as tarefas mais simples para as quais ela se dedica, são elas que demonstram o que há dentro das pessoas.

Quem usa tempo dedicando-se ao mínimo, com certeza, dedicar-se-á a coisas maiores e mais valiosas e isso inclui as pessoas que tocam, os corações que decidem cuidar e os sentimentos que escolhem cultivar.

Escolha essas pessoas e nunca se arrependerá, a medida delas é tão profunda que, quando resolvem se dedicar a algo, têm a sua alma e tudo de bom que existe dentro delas revelado por um simples toque.


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: misfireasia / 123RF Imagens

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* Matéria atualizada em 11/04/2018 às 5:07






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