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O único problema entre nós é que eu sei o que não quero.

Aposto que você já encontrou uma pessoa muito legal e seus olhos brilharam, era divertido quando estavam juntos, você dava risada e era algo realmente agradável, mas entre discursos dessa outra pessoa, sua visão de vida, de mundo e de futuro algo apertava seu coração e depositava uma grande incerteza em sua mente.



Com o passar dos dias os encontros continuavam sendo bons, os momentos juntos eram legais, mas o incomodo ainda estava ali, presente e constante, como uma pulga atrás da orelha.

Até o dia em que você põe um ponto final e sai daquilo perguntando a si mesmo  se fez o certo, ou se um dia pode se arrepender dessa escolha, mas, estranhamente, sente-se aliviado que a pessoa tenha tantas coisas legais que você busca em um relacionamento e, muitas vezes, não consegue entender o porquê fez essa opção.

Questão do dia: Você já se perguntou o que não quer para você?


Porque constantemente afirmamos o que queremos, quais são as coisas que buscamos em alguém, e quando falamos em relacionamentos, normalmente, o que as pessoas buscam são coisas bem parecidas como: carinho, atenção, reciprocidade, etc…

São coisas descritas em linhas mais gerais, conceitos mais subjetivos e abertos, mas porque, às vezes, encontramos ou mesmo oferecemos todas essas coisas para alguém e o relacionamento simplesmente não vai para frente?

Desculpe-me contar, você tem coisas legais que o outro procura, mas você pode ter coisas ainda mais impactantes que ele não quer, e o mesmo pode acontecer com você, pode ter encontrado alguém que lhe ofereça essas coisas boas, mas que tenha algo negativo que para você é mais forte que todas as coisas boas juntas!

Entenda que saber o que você não quer é tão poderoso e decisivo em uma relação quanto saber o que se quer.


Vou usar um exemplo pessoal: quando eu tinha 19 anos, envolvi-me em um relacionamento à distância que durou um bom tempo e trouxe muitas coisas positivas para minha vida, mas hoje, muitos anos depois, eu não me envolveria em algo assim novamente. Foi uma escolha que eu fiz, baseada na minha experiência e na forma como isso foi para mim.

Eu convido você a refletir sobre seus antigos relacionamentos, analisando, cuidadosamente,  as coisas que aconteceram nele e perguntar-se: “Quais dessas coisas eu não quero pra mim? O que eu não estou disposto a passar novamente? Como eu vejo minha vida hoje e como eu a quero no futuro?”.

Quando falamos de relacionamentos, consideramos tudo de forma muito subjetiva, como: “Eu não quero alguém que me trate mal”, “Eu não quero alguém que seja infiel”.

Não é disso que estou falando, essas coisas são óbvias, falo sobre coisas mais reais e mais objetivas, coisas relacionadas aos seus objetivos de vida e visão de mundo, por exemplo: Você vive em São Paulo, tem uma carreira estável, ama a cidade grande e seu estilo de vida. De repente, conhece alguém legal, mas essa pessoa tem o plano de em breve mudar-se para uma cidade litorânea de 20 mil habitantes, para viver perto da natureza e ter uma vida pacata. Ou o contrário, você sonha em viajar pelo mundo, viver como um mochileiro e conhecer o maior número de países possíveis, e conhece alguém legal, mas que o objetivo de vida é ser o presidente de uma grande multinacional, com uma carreira sólida, e que sabe que ele não abriria mão disso para viver essa aventura com você. Então, eu pergunto a você: Você quer isso?


Observe seus objetivos de vida, seus sonhos, suas metas, seu estilo de vida e pergunte-se quantas dessas coisas são imprescindíveis para você? O que você estaria disposto a abrir mão para ficar com alguém? E o que para você é simplesmente essencial?

Quando responder a essas perguntas, você saberá o que não quer para você.

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Direitos autorais da imagem de capa: lovegtrv6 / 123RF Imagens


 

Ninguém é capaz de fazer outra pessoa feliz, se ela não estiver feliz consigo mesma.

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