Onde o mal tenta habitar, vibre união e promova o bem

9min. de leitura

“O mal, em tempo algum, merece comentário.” (André Luiz)



Vamos usar palavras enaltecedoras, tomar todas as providências necessárias, seguir as orientações, mas nos unir em coração, atitudes, cooperando de verdade uns com o outros.

Vivemos momentos delicados em todas as cidades e países. O mal já está tomando conta de tudo. Uma realidade complexa, com novos fatos e mudança de hábitos. Pessoas vulneráveis, isolamento voluntário, para quem pode. Há muita gente sendo prejudicada e muitos ainda ficam propagando notícias equivocadas. As informações reais, a imprensa já está divulgando de forma avassaladora.

Então, o que adiantará divulgar e ficar falando o tempo todo do mal que nos assola neste momento?


Evolua, procure assuntos melhores, algo que possa contribuir para que o amigo, o colega, o filho e até você mesmo se distraiam um pouco. Para que você vibre em outra frequência, fale de outro assunto ou faça uma leitura. Fazer algo que possa trazer um pouco de equilíbrio, de luz para seu coração e do seu próximo neste momento é fundamental.

Ainda existem pessoas mais vulneráveis, as crianças, por exemplo. Elas têm o psicológico, emocional ainda vulneráveis, seu organismo está em formação. Se um adulto se impressiona com notícias e fatos, alterando seu comportamento, uma criança é ainda mais suscetível a tudo isso. E uma criança depende dos adultos que a cercam.

Agora é necessário que todos busquem equilíbrio, bom senso, para que possam preservar o próprio emocional e também dos que os cercam.


Contribuição para gerar melhor bem-estar nesta confusão toda: promover o bem, como uma missão.

Nada ocorre por acaso na humanidade, no país, no mundo… Esta situação delicada, em uma análise superficial, traz à tona muitas questões: o individualismo, o egoísmo cultuado no mundo, em todos, a falta de coletividade, muitas vezes, a falta de amor ao próximo…

Toda a realidade atual, como de muitas outras realidades, mostra o melhor e o pior de cada um, mostra como todos nós nos afastamos da verdadeira solidariedade, compaixão, que as teorias não faltam, mas o bom senso é artigo de luxo. A prática ainda falta bastante, e não escapa ninguém.

Outros vírus contaminam a humanidade 

Existe o grande mal, o vírus, mas ele está mostrando a todos que o grande mal mesmo não é apenas um vírus, existem várias contaminações, que não são exclusivas desse vírus, mas da falta de compaixão, do puro egoísmo, da presunção, da contaminação da vaidade, da arrogância, da individualidade, da falta de esperança, da falta de solidariedade, mostrando, escancarando para todos que o grande mal que antecede esse vírus contaminou todo mundo, em um mundo que cultua a matéria, valores financeiros, o ter, o poder. Ficamos desapropriados do ser, esquecemo-nos como é “ser” verdadeiramente pessoa, desapropriados de nós mesmos, de sermos seres humanos.

E, mesmo para muitos que pensam que só a sua família ou o seu grupo de amigos, ou que só você importa e tem valor, esse vírus ensina que não adianta, a coisa tomou proporção inevitável, abrangente, fora do controle de pequenos grupos. Todos nós pertencemos a esta sociedade e, se não cooperarmos com todos, se não nos preocuparmos com a vida de pessoas que não conhecemos, estaremos expostos mesmo assim.

Muitas reflexões e muitas contribuições já estamos tendo com esse grande mal, e que é fundamental fazer uma volta para dentro de cada um. Querendo ou não, o momento atual nos convoca a isso. Este novo momento planetário é de profunda conscientização espontânea ou imposta, isso já é possível ver e observar.

Estamos todos reunidos neste planeta, não há como fugir disso, desse fato, pertencemos à mesma espécie humana. E a contribuição, a solidariedade, a conscientização disso e como cada um pode contribuir, ampliando seu mundinho individual, serão fundamentais para conseguirmos erradicar esse mal maior.

Cuidar de respeitar totalmente o coletivo em detrimento das próprias vontades, respeitar as convocações estaduais, municipais, nacionais e, dessa forma, cuidar também do grande mal a que fomos acometidos há muitos e muitos anos pelas doenças da alma, pelas doenças do egoísmo, do falso poder, do materialismo, do distanciamento da nossa origem humana.

Vamos aproveitar este momento e nos beneficiar dele. Para todo mal, existe um grande bem. Existe um chamado, um chamado para que consigamos enxergar além do nosso umbigo, existe algo muito maior para entendermos.

A evolução pede passagem, a nova era chegou. A vida pede mais de cada um de nós, o automatismo acabou. Agora o momento é de transmutar tudo, todas as sombras, dores, males em amor, em luz, para você e para toda a humanidade. Estamos precisando, essencialmente neste momento, uns dos outros. A minha vida depende da sua vida, a sua vida depende da minha, a vida de todos nós depende de você!

Unidos, somos mais fortes!

E vamos cuidar, dentro dessa atmosfera densa, de tudo o que pensamos e do que falamos, principalmente para as crianças e pessoas mais vulneráveis de alguma forma, com problemas de fragilidade emocional, psíquica, que já possuem algum transtorno.

Vamos usar palavras enaltecedoras, tomar todas as providências necessárias, seguir as orientações, mas nos unir em coração, em atitudes, cooperando de verdade uns com o outros e, diante de tantos males já ocasionados pelas situações, coloquemos em prática a afirmação: “O mal, em tempo algum, merece comentário” (André Luiz),

E, se você ainda tem alguma dúvida, leia o conto abaixo, ele ilustra bem o momento atual, sobre os fatos, sobre comentar algo, propagar. Reflita se suas palavras são verdadeiras sobre os fatos e, ainda assim, se vão contribuir neste momento para ajudar, melhorar ou criar pânico, alarde ou desmotivação.

As 3 peneiras da sabedoria 

Um rapaz procurou Sócrates para lhe contar algo sobre alguém. Sócrates ergueu os olhos do livro que estava lendo e perguntou-lhe:

– O que você vai me contar já passou pelas três peneiras?

– Três peneiras? – indagou o rapaz.

– Sim! A primeira peneira é a da verdade. O que você quer me contar dos outros é um fato? Caso tenha ouvido falar, mas não tenha certeza da sua veracidade, a coisa deve morrer aqui mesmo. Suponhamos que seja verdade. Deve, então, passar pela segunda peneira: a da bondade. O que você vai contar é uma coisa boa? Ajuda a construir ou a destruir o caminho, a fama do próximo? Se o que você quer contar é verdade e é coisa boa, deve passar ainda pela terceira peneira: a da necessidade. Convém contar? Resolve alguma coisa? Ajuda a comunidade? Pode melhorar o planeta?

E arremata Sócrates:

– Se passou pelas três peneiras, conte-me! Tanto eu como você iremos nos beneficiar. Caso contrário, esqueça e enterre tudo.

Desejo o bem em cada coração e que esta mensagem seja semente do bem, que germine e brote flor em nosso coração, e que todas as situações difíceis se transmutem em luz para iluminar nossos caminhos em dias melhores.

 

Direitos autorais da imagem de capa: Andrea Piacquadio/Pexels.

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