Ore a Deus, peça-Lhe paciência e Ele o abençoará com a oportunidade de ser paciente

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Por exemplo: se perdemos a paciência com alguém ou com uma situação, é porque ainda não a temos.  



Muitos de nós – ou mesmo a maioria – podemos estar em conflito com os pedidos que fazemos a Deus no campo da paciência.

Se, ao amanhecer, pedimos a Deus que nos dê paciência para resolver os desafios do dia, logo nos aparece uma situação difícil que nos tira do sério. Ficamos inconformados diante do desafio e questionamos Deus: quanto mais Lhe peço paciência, mais complicação me aparece!

Por que isso acontece?


Talvez um simples silêncio de alguém que cumprimentamos já é motivo para nos tirar do sério, talvez porque o café da manhã não estava ao nosso gosto trivial, ou mesmo por causa de uma visita inesperada de alguém que julgamos inconveniente.

Agora, se saímos de casa atrasados para o serviço e, de repente, no meio do caminho, deparamo-nos com um engarrafamento no trânsito. Como procedemos? Dispensa-se comentário.

Muitos até brincam, enquanto outros falam sério: não mais pedirei a Deus paciência, porque toda vez que Lhe peço paciência, algo me aparece e me tira do sério!

Na verdade, a coisa é simples assim!


Estamos todos nós, indistintamente, submetidos à lei do progresso, percorrendo a eternidade através das sendas evolutivas que nos cabem.

No nosso caso, amigo leitor, estamos na lida das provas e das expiações desta tão abençoada oficina Terra, na busca do aprimoramento moral e espiritual que compete a cada um de nós em particular.

Eis um grande questionamento: como evoluir sem que haja uma situação adversa, um desafio a vencer, um fator complicador?

Ah! O amigo leitor poderia me contradizer: então, a coisa não é tão simples assim! É e não é! Defendo-me!

É simples assim: se entendermos que a paciência é uma virtude que temos de desenvolver com esforço próprio. E uma vez adquirida, integra-se ao nosso patrimônio espiritual. Ou seja, uma vez averbada ao nosso patrimônio espiritual, jamais a perderemos. É uma aquisição para sempre!

Por exemplo: se perdemos a paciência com alguém ou com uma situação, é porque ainda não a temos. É o contrário do que se refere aos bens materiais. Se perdemos um bem material, é porque o temos. Com a paciência é diferente. Se a perdemos, é porque não a temos. Se a temos, não a perdemos.Então, quando pedimos a Deus paciência, é lógico que Ele, Pai de amor e bondade, todo misericordioso, vai prontamente nos ajudar a desenvolvê-la, fornecendo-nos os meios e os instrumentos necessários, traduzidos, por exemplo, numa pessoa de difícil relacionamento ou numa situação que nos requer esforço de compreensão.

É como desenvolver a musculatura da paciência, exercitando em nós a ciência da paz, a paz consciente que se desenvolve de dentro de nós ao lidarmos com as situações da vida, resolvendo-as, resolvendo os conflitos de nós mesmos nas sendas evolutivas pelo caminho da eternidade.

Não é tão simples assim. Não podemos achar que cabe a Deus resolver todos os nossos problemas, sem o nosso concurso, não é porque pedimos a Deus paciência, que Ele tenha de nos dar tão somente tranquilidade, vida paradisíaca e resolver tudo por nós.

Então, caro leitor, é ou não é simples?

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