Os derrotados e a arte de perder…

3min. de leitura

 “É melhor ter lutado e perdido, do que nunca ter lutado”  – (Arthur Hugh Clough)



A derrota…

Dizem que a vida é um grande livro em branco, escrito à muitas mãos, escrito com tinta, lápis e carvão. Dizem que o livro da vida é escrito com sangue, suor e lágrimas. Dizem que os capítulos escritos com lágrimas podem ser de lágrimas de alegria, felicidade ou derrota. Dizem que as derrotas são na verdade ensinamentos, oportunidades e energia para o sucesso. Diz o poeta que é melhor ter lutado e perdido que nunca ter lutado.

Existem capítulos do livro da nossa vida escrito à lápis, em que o peso da derrota nos amedronta. Existem páginas dedicadas à arte de perder. Existem momentos em que as lágrimas são inevitáveis, e não são lágrimas de alegria, mas lágrimas de dor. Existem momentos em que a dor da derrota se torna maior que a força que nos impulsiona para a vida. A derrota leva tudo, leva os sonhos, leva os passos dados durante a caminhada, leva tudo que foi feito de forma correta.

Uma derrota é escrita com sangue, suor e muitas lágrimas.

Perder é difícil, o peso da derrota é um fardo muito grande para se suportar. A derrota liquida tudo. A derrota mata os brotos, apaga as cores, pinta tudo de cinza. A derrota pode ser uma lição amarga a ser aprendida, mas não é fácil entender as entrelinhas do desfecho do esforço de uma batalha. Escrever um capítulo do livro da vida chamado derrota é uma tarefa quase colossal, e se agiganta ainda mais quando o lápis é substituído por lágrimas.


Francisco Otaviano escreveu …

Quem passou pela vida em branca nuvem

E em plácido repouso adormeceu;


Quem não sentiu o frio da desgraça,

Quem passou pela vida e não sofreu,

Foi espectro de homem – não foi homem,

Só passou pela vida – não viveu

Diante do livro da vida, e da necessidade de escrever o capítulo da derrota, é preciso lembrar o que disse o poeta: “…Quem não sentiu o frio da desgraça, quem passou pela vida e não sofreu… só passou pela vida não viveu.”

A derrota dói, a derrota machuca, a derrota arranca lágrimas e reflexões do tipo: Onde foi que eu errei? Será que eu faço tudo errado? Será que eu não sou suficientemente bom? Escreva este capítulo a lápis, entenda que perder também faz parte do caminho da luz.

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