publicidade

Os seis sentidos…

Os seis sentidos…

Estou aqui quietinha só observando as movimentações, nos últimos tempos, me ocorreu um profundo desejo de ser somente observadora. Não interagir, não dar meu ponto de vista, não compartilhar conhecimento algum.



Fiquei tão profundamente imersa nessa minha contemplação, vivendo mais do que nunca o “aqui e agora”, aproveitando “um cometa de criatividade” que pairou por mim e notando meu desejo de acordar cedo e andar de patins (mesmo num frio do cão, em Barcelona).

Até que chegou hoje, fiquei com palavras e pensamentos na ponta da língua para escrever. As ideias me chegam um pouco abstratas mas sei que quando abro esta página, meus dedos digitam sozinhos, sem eu precisar pensar.

Nestes dias que passaram, fiquei admirando a vida. Bem como descrevo no livro a minha apreciação que se abriu para a natureza. É a primeira vez na vida que vivo um inverno rigoroso e que sorrio absolutamente todos os dias para a vida. Saio na rua, já curiosa para notar como perceberei o vento gelado em meu rosto, a alegria que sinto quando o sol aquece o meu corpo, a quase dor que sinto ao respirar profundamente o ar frio pelo meu nariz, as frutas da estação, o desejo inerente de tomar sopa ou chocolate quente (e também as diversas vezes que queimo minha língua).

Posso usar perfumes mais fortes neste frio. Cortei franja porque descobri que minha testa fica gelada. Gosto de tocar as lãs e os veludos. Tomo banho de banheira à luz de velas. Ouvi valsa no domingo de manhã enquanto tomava meu café e observava as pessoas encapotadas na rua. Os pássaros seguem cantando e quando os vejo voar, me pergunto onde é que eles se esconderão e como fazem para ficar quentinhos.


Tenho percebido que esta contemplação afinadíssima e consciente dos meus cinco sentidos tem me dado um prazer ainda maior em viver.

Certamente, é deste prazer que está originando meu cometa criativo, ou seja, me integrar a cada instante aos cinco sentidos, naturalmente, desabrocha e faz fluir ainda melhor o sexto.

Tudo continua acontecendo. Os problemas só mudam de cenário e figurantes, mas estar conectado em si, nas experiências do presente, traz uma outra dimensão para todo o resto. O tempo é relativo. É como se pudesse ver do alto e, deste ponto de vista, tudo parece tão pequeno. A grandeza das sensações do presente são mais fortes do que todo resto.


Nós somos alma, e temos um corpo (e não ao contrário). Portanto, este instrumento maravilhoso (recheado de nervos, músculos, pele, órgãos, conexões, ossos, água) pode nos oferecer tantas, mas tantas, mas tantas experiências divinas que para saber aproveitá-las é só se conectar com o corpo. Respirar e prestar atenção nele.

Sempre digo: ouça seu corpo, ele te avisa de tudo o que você precisa. Mas o melhor é, ouça ele sem ele estar gritando com você. Ouça ele em um ato de comunhão com a sua vida. Olhe para si e pense: que delícia estarmos juntos nesta aventura. Quais serão as sensações que vamos provar hoje?

Você verá que uma mágica acontece. Ele responderá a sua atenção. Se alguém te sorri no elevador, você não sorri de volta? O corpo te responderá igualmente

Baixe o aplicativo do site O Amor e acompanhe tudo de pertinho. Android ou IOS.

Texto escrito com exclusividade para o site O Amor. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




Deixe seu comentário

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.