Permita-se morrer de amor! Quem morre de amor revive. Quem morre sem ter amado sempre esteve morto

Quem diz “de amor ninguém morre” nunca pegou no sono chorando de soluçar, incontrolavelmente, pior que criança. Nunca teve sua alma raptada por um amor que se foi e a levou junto. Nunca, nunca nem sequer passou uma madrugada inteira (2,3…) em claro, agonizando uma dor física pior que uma facada. Quem diz isso nunca morreu.

Mas quem já viu um grande amor batendo à porta para nunca mais voltar… morreu. Morreu ali, naquele momento. É claro que a gente renasce. Mas nem sempre inteiro. Nem sempre o mesmo.

Quem faz tal afirmação, não faz uma vaga noção do que é implorar a todos os deuses, santos e entidades, para tirar o amor de dentro de nós e quanto mais se pede, mais tenta se livrar, pior e maior fica.

É enlouquecedor e insuportável. Temos a nítida sensação que não vamos aguentar. Pensamos em recorrer a qualquer droga, simpatia ou patuá que nos dê um mínimo de PAZ para podermos executar nossas obrigações diárias.

Quem afirma que amor não mata, não o conhece!

O amor é perigoso sim. É um risco imenso! Mas veja que irônico… amor é um risco, não amar, é uma sentença decretada.

Corações se regeneram da “morte”, cicatrizam de uma dor de um amor. E ganham alta. Para amarem de novo. Mas um coração vazio, intacto, impenetrável, nunca vai sofrer de saudade… que tristeza!

Nunca terá olhos e íris gravados no âmago. Sorrisos que ainda são sonoros depois de tanto tempo. Não terá memória emocional da dádiva que é se refugiar em um abraço tão amado ao final de um dia difícil.

Não saberá o que é um êxtase espiritual, daqueles que transcendem o corpo e beijos que invadem a alma. Nunca terá se viciado em cheiro. Não saberá o que é perder a noção do tempo, do próprio nome, do dia do calendário, do endereço de casa, ao ter o corpo percorrido por mãos apaixonadas.

Não consigo imaginar um castigo pior!

Quem morre de amor, revive. Quem morre sem ter amado, sempre esteve morto.

Não deixe para descobrir isso quando já lhe for tarde demais.

O amor só nos traz uma única garantia: A de termos certeza absoluta que estamos completamente VIVOS quando amamos e quando somos amados. Desconheço outro propósito para nossa existência nesse mundo. Permita-se morrer de amor!


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