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Permitir-se ser vulnerável não é fraqueza, é aceitar o que se sente, sem expectativas

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Nos últimos dias, tenho consumido conteúdos que abordam a importância de ser vulnerável. Livros, palestras, vídeos. Confesso que esse assunto me atrai.



Sempre acreditei que a gente precisa de coragem para ser vulnerável. Mas, após um aprofundamento maior, descobri que a gente precisa ser vulnerável para depois termos coragem.

Ser vulnerável é expor aquilo que sente, independentemente, se vão ou não corresponder o que tem a oferecer. Caso não correspondam, fique ciente de que fez a sua parte.

Expressar o que sente é uma missão quase impossível para a maioria das pessoas. Por quê? Porque temos medo da rejeição. Antes mesmo de nos expor, temos medo de como o outro recepcionará nossa informação. Mas se a gente não se abrir, jamais saberá se a experiência seria boa ou não.


Há algum tempo, venho praticando o ato de ser vulnerável e tem sido uma experiência enriquecedora. Antes, eu tinha dificuldade para aceitar meus sentimentos e os expor, caso houvesse necessidade. Hoje tenho mais facilidade de expor minhas vontades e sentimentos. E os abraço como nunca. É claro que ainda tenho muita coisa para melhorar, mas sinto que já quebrei alguns bloqueios que eu mesma criei.

Ontem conversei com uma pessoa querida e disse para ela: você não precisa ser forte o tempo todo. Se está se sentindo mal, solte essa tristeza.

A sociedade diz que precisamos ser fortes o tempo todo quando, na verdade, não precisamos. Somos seres humanos e temos sentimentos.

Se está com vontade de chorar, por que não chorar? Por que você acha que precisa guardar algo que está lhe fazendo mal? Chorar não é sinal de fraqueza e o momento que está vivendo não define o que você é.


Ser vulnerável não sair por aí se expondo para qualquer um. Ser vulnerável é aceitar o que sente em relação ao outro e ter coragem para admitir isso. Isso serve para qualquer vínculo ou situação.

Não tenha medo de assumir suas fraquezas, não se prenda a imposições sociais. Se falar lhe trará alívio, fale. Se sente que precisa soltar, solte. Mas não deixe de fazer o que o coração pede por medo do julgamento alheio. Não se julgue, aceite seus sentimentos e momentos. Seja seu melhor amigo.

Por fim, termino este texto com o título do livro que estou lendo: coragem é agir com o coração.


É hipocrisia sentir medo da mudança, quando o que vivemos é ruim

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