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Personalidade flutuante: muda a cada minuto para tentar agradar aos outros!

Axel Bueckert 123

A necessidade de aprovação faz com que algumas pessoas se adaptem à expectativa dos outros, pensando ser isso a chave para evitar a rejeição.



Mas essa é apenas uma resposta à própria insegurança que, velada, gera a “ação do camaleão”.

O medo de rejeição também é gerador de frustração, o que causa sofrimento e dor, pois vem atrelado a isso a sensação de menos-valia, de falta de pertencimento, que revela a sua baixa autoestima.

No entanto, em longo prazo, esse comportamento traz inúmeros outros problemas.


Não encontramos a solução para a elevação da autoestima porque não nos conhecemos verdadeiramente e não validamos os nossos pontos fortes. Não nos encontramos com a pessoa que somos em nossa excelência e plenitude, e ficamos impedidos também de elaborar um melhor projeto de “vir a ser”, e não conseguimos nos tornar o melhor que podemos ser.

Quando nos iludimos, acreditando que, para ser aceitos, precisamos agradar momentaneamente a alguém, nos transformamos em um “embuste”, em um arremedo de nós mesmos.

Ser o que somos é libertador e só a partir dessa apropriação do “eu” é que saímos do autoengano e podemos evoluir.

A felicidade está intimamente ligada com o progredir, com o desenvolver da nossa inteligência emocional e da nossa responsabilidade afetiva com os nossos sentimentos e sentimentos alheios.


Usando a nossa legitimidade podemos, “crescer na escala da evolução humana”. Identificar quem somos de fato para poder modificar o que nos impede de progredir e nos tornar a melhor versão de nós mesmos sempre será a melhor estratégia.

É a partir do autoconhecimento que avaliamos os nossos talentos e os colocamos no mundo como pontos fortes, que nos levarão a conquistar o nosso espaço, não o do outro, apenas o nosso, que nos torna únicos, e os resultados que colheremos dele serão permanentes.

É quando paramos de comparar as diferenças que existem entre nós e passamos a nos apropriar dos nossos recursos internos para que possamos parar de tentar ser quem não somos.

Agradar ao outro pode ser uma boa estratégia social, mas agradar de maneira falsa e superficial não nos projetará para o nosso lugar, pelo contrário, mas nos fará sair do nosso lugar para tentar assumir um lugar que não é nosso.


O ato de agradar não precisa vir atrelado a uma falsa identidade, ou as outras pessoas conseguirão perceber, cognitivamente, que a nossa atitude é falsa.

Não podemos esquecer que não há disfarces sem máscaras e sempre que usamos máscaras os outros conseguem ver o que está por trás.

A cognição humana é responsável por revelar a nossa verdadeira identidade e não há atuação que consiga enganar a verdade. Revele-se!


Recomece sempre, em outro lugar, com outras pessoas… Ouça a sua intuição e vá!

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