Por que nasci em uma família tão difícil?

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Qual é a missão que temos tanto pessoal quanto em conjunto dentro da família que nascemos?

Hoje, como terapeuta, tenho outro olhar e analiso de outra forma a minha família, pois antes eu ficava muito chateada com algumas situações que ocorriam.



Muitas vezes eu quis “mudar o mundo”, no caso, minha família. Até perceber que não posso mudar ninguém, que minha evolução é pessoal, e a família é consequência, eu apenas ajudarei quando me ajudo primeiro.

Egoísmo? Não! Sabedoria.

Eu nasci em uma família que, em parte tem um ponto em comum, as pessoas se desentendem fácil e ficam sem se falar, por vezes, uma vida inteira! E, detalhe, por coisas, às vezes, muito pequenas.

Analisando mais friamente, tentando me colocar um pouco fora do círculo, vejo que há muita intolerância, falta de perdão, muita falta de diálogo! É muito mais fácil deixar de lado do que conversar e resolver… e, será que isso, na verdade, não seria falta de amor, até mesmo de amor-próprio?


Vamos seguir em frente e entender melhor…

Acredito, minha opinião pessoal, que nascemos na família que escolhemos, antes de vir ao mundo. Nascemos na família que nos auxiliará na nossa evolução pessoal.

Como assim, Anna? Eu escolhi uma família que iria me trazer sofrimento?

Não! O “sofrimento” fazia parte da sua evolução, você precisava de alguma forma dele para se tornar o que você é, para ajudá-lo a crescer espiritualmente em um mundo que precisa de mais amor, mas, claro que tudo depende de suas escolhas! Se você escolhe aprender com tudo ou escolher ser vítima da situação.


Eu mesma me coloquei na situação de vítima por inúmeras vezes, acreditava que não era amada, que as pessoas não me compreendiam; eu nunca fui de ficar quieta. Sempre procurava conversar e resolver, e ficava chateada quando deixavam de falar comigo, mas, no lugar de permanecer “vítima”, eu preferi evoluir. E foi rápido mudar minha posição?

Não! Mas, todos os dias eu procurava respostas para sair daquela situação. Foi em um momento de “agora chega”, que resolvi sair do círculo e olhar de fora, analisando com outros olhos aquilo que eu via apenas como vitimização.

Saindo da tempestade, a minha visão ficou mais nítida, saindo do caos, eu me aproximei de Deus e, humildemente, pedi a Ele que eu pudesse enxergar a minha vida e a minha família com os Seus olhos… e quando olhei novamente, eu já não era eu mesma, eu havia me transformado, eu havia me encontrado, e compreendi que permanecer na tentativa de mudar algo seria impossível, se eu permanecesse naquela tempestade, que era hora de sair imediatamente e seguir um caminho de luz.

Eu aprendi a ser mais forte, aprendi que os outros verão em mim aquilo que eles querem ver, e não o que realmente sou, pois quando eu estava na tempestade, na minha frente eu via apenas ameaças, raios, trovões… era difícil abrir bem os olhos e ver a real imagem, mas, quando fui para o caminho onde havia o sol, tudo ficou mais nítido! Eu pude ver, realmente, a luz que existe em cada um de nós, a luz que também habita em mim. Vivemos uma vida julgando o outro, acreditando que seus ataques são contra nós, mas na realidade são contra eles mesmos. Aprendi com o meu mestre Jesus, que pessoas sábias não são imediatistas em julgar e tam pouco julgam, observam mais do que falam, constroem amor em meio a tempestades, são compreensivas e perdoam… e mesmo sendo coisas difíceis de se ter, não são impossíveis de se preencher, e eu me preenchi desse ensinamento e coloquei em prática na minha vida.

É importante aprender o que ser com a parte mais sábia e forte, e aprender o que não ser com a parte mais fraca e intolerante, e isso nos torna mais equilibrados.

Esse é o segredo, usar do aprendizado com a nossa própria família do que ser e do que não ser, e baseado nisso, tornar-se a sua melhor versão nesta evolução.

E, sem julgamentos, porque cada um está na sua própria evolução pessoal. Precisamos, primeiramente, evoluir, para, nesse momento, sermos exemplo para alguém! Seja na família ou na sociedade, do que realmente ser… se formos o espelho do mestre, seremos o que  viemos para ser.

Hoje sou mais grata pela família que tenho, cada um na sua particularidade me ensinou muito do que ser e do que não ser. Eu escolhi sair do círculo e olhar com os olhos do Mestre… assim, tornei-me mais leve, não cobro mais nada de ninguém, quero uma vida mais nítida, com mais amor, e ela depende das nossas escolhas.

Escolha o caminho do sol, escolha ver o mundo, as pessoas e a si mesmo com os olhos do Mestre.

O mundo está precisando de mais amor, e se ele não existir na base familiar, dificilmente existirá em qualquer outro lugar.

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Direitos autorais da imagem de capa: stockbroker / 123RF Imagens

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