Por que tanto preconceito com a palavra “acomodado’’?

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Uma grande maioria de pessoas veem a palavra acomodado como algo negativo. O acomodado para muitos tem conotação de um indivíduo sem ambição, que se contenta com o que tem na vida, que não quer progredir e que por ser “acomodado” não faz nada para ser ou ter mais do que se tem. Segundo o dicionário a palavra significa: Quieto, Satisfeito, Sossegado.



Um verdadeiro paradoxo para alguns. Se pararmos para pensar as palavras tem a força que damos a elas, a importância e acepção podem ser tanto positivas quanto negativas.

O que realmente tem de tão mal em ser um acomodado? Uma atitude, ação só é verdadeiramente prejudicial quando causa desconforto, angustia, quando a pessoa tem dificuldade em lidar com esses acontecimentos ou quando essa condição afeta direta ou indiretamente a vida de outros.

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Porém, se isso não acontece está na hora de abrir o leque da vida, relaxar e deixar com que as pessoas sejam felizes como bem lhes cabe. Isso tudo sem fazer nenhum tipo de apologia ao famoso dito popular do que é ser um “acomodado. ”

Pode ser mais leve e psicologicamente saudável levar a vida com mais harmonia, deixar de ver tudo com extrema percepção de que só existe um lado da moeda. Brincar com a imaginação pode ser um excelente exercício para se transformar em uma pessoa mais “aberta” ao real, porque nada é absoluto quando tem a função de ser relativo. João tinha uma forma muito peculiar de viver, apesar de ter sido criado em um país capitalista tinha a convicção de que não precisava de muito para ser feliz, defendia sua opinião com premissa, criando pequenas inimizades com aspirantes políticos que não hesitavam em chama-lo de comunista e anarquista.

Mas vivendo em um país “supostamente” livre ele ironizava a hipocrisia do grupo em querer calar sua forma de argumentar e defender o que acreditava.


Ele sempre foi um menino muito estudioso, enquanto muitos reclamavam que só os filhinhos de papai entravam em uma boa universidade, ele corria para biblioteca pública onde supria sua sede de conhecimento nos livros que estavam ali, disponíveis, esperando um bom leitor louco para devora-los. Aprendeu a tocar violão, guitarra, flauta e tudo sozinho.

Para muitos ele era um gênio, mas João era apenas uma pessoa que não gostava de perder tempo reclamando da vida. Entrou em uma boa universidade, se formou e resolveu lecionar na escola de sua cidade, ele queria fazer a diferença, acreditava que se conseguisse ensinar o que aprendeu poderia formar mais Joãos. Algumas pessoas vendo o talento que ele tinha não se conformavam em ele querer ficar na mesma cidadezinha, acreditavam que ele poderia ir longe, viajar e quem sabe até estudar e morar fora do país. Mas João nunca pensou nessa possiblidade, ele queria ficar ali, vivendo como sempre viveu, ensinando o que aprendeu, ele era feliz assim e nada lhe faltava. Nunca quis entrar para política, embora fosse considerado um forte concorrente.

O que João queria era fazer com que as pessoas pensassem, refletissem e tivessem opinião própria. Ele sabia que só assim poderia fazer a diferença. E quando alguém lhe chamava de acomodado, ele sorria e dizia: “Isso não quer dizer que está certo, mas tampouco está errado, pois tudo depende da sua percepção”. Realmente, João era uma pessoa diferenciada.

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